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1 629 euros. É este o custo de um idoso num lar em Portugal. Misericórdias explicam as contas

O valor médio mensal relativo a 2025 foi apurado num estudo feito pelas Misericórdias e a Segurança Social. Concluiu que 70% da verba se destina aos recursos humanos, enquanto os restantes 30% são relativos a outras despesas.

O montante foi revelado pelo vice-presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Carlos Andrade, durante a Assembleia Geral que juntou 109 Misericórdias, em Fátima, este sábado. O valor ficará sujeito a atualização para futuro, em função do aumento do salário mínimo (tendo em conta os 70% dos recursos humanos) e da inflação (relativa aos restantes 30% indexados a outras despesas).

O Compromisso de Cooperação recentemente assinado permite responder a esta questão, que mantém o mesmo critério para 2026. Carlos Andrade alertou ainda para a importância do “acordo histórico” – tal como foi adjetivado várias vezes durante a Assembleia Geral – celebrado entre as Misericórdias e o Governo ter permitido pôr em prática um novo método de pagamento das vagas nos lares reservadas para a Segurança Social.

“Até aqui, as vagas que reservávamos, para a Segurança Social escolher os idosos para os nossos lares, eram pagas abaixo do custo. Neste compromisso conseguiu-se que elas passem a ser pagas ao valor do custo, que são os tais 1 629 euros”, explicou o mesmo responsável.

Salientou o vice-presidente da UMP ter sido este mais um ponto relevante do acordo, onde está identificado um “princípio que está errado” ao nível do apoio aos utentes mais carenciados. Trata-se de idosos, cuja falta de condições financeiras os limitaria de ter acesso aos lares. “Isso não tem impacto para já”, admite o dirigente, reconhecendo que se fosse levado à prática “teria consequências devastadoras em termos de justiça social”. Acredita Carlos Andrade que “o Governo vai compreender e dar a volta”.

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