O processo de eleição das Novas 7 Maravilhas de Portugal já arrancou e o Alentejo e o Ribatejo estão agora na competição com 14 finalistas regionais distribuídos por sete categorias, numa iniciativa que pretende voltar a destacar o património, a história e a identidade cultural do país.
A nova edição das 7 Maravilhas de Portugal surge num momento especial, uma vez que em 2027 se assinalam duas décadas desde a criação do projeto que, ao longo dos anos, mobilizou milhões de portugueses em torno da valorização dos monumentos, tradições e locais mais emblemáticos do território nacional.
Vinte anos depois da primeira eleição, a organização volta a desafiar os portugueses a escolher aquilo que melhor representa a riqueza patrimonial do país, colocando em votação espaços históricos, monumentos religiosos, grandes obras de engenharia, projetos turísticos e exemplos da arquitetura contemporânea.
Na categoria de Castelos, o Alentejo apresenta duas das suas mais emblemáticas fortalezas: o Castelo de Marvão e o Castelo de Monsaraz, monumentos que ao longo dos séculos desempenharam um papel fundamental na defesa do território e que hoje constituem importantes polos turísticos e culturais.
Já na categoria Grandes Obras, a região está representada por duas infraestruturas marcantes: o Aqueduto da Amoreira, em Elvas, considerado uma das maiores obras hidráulicas históricas do país, e a Barragem de Alqueva, uma das mais importantes infraestruturas construídas em Portugal nas últimas décadas.
No campo da História, os finalistas são a Casa-Estúdio Carlos Relvas, na Golegã, um espaço singular ligado à fotografia portuguesa, e as Ruínas de São Cucufate, em Vila de Frades, um dos mais relevantes sítios arqueológicos da época romana em território nacional.
A categoria Religião inclui duas importantes referências do património religioso da região: a Catedral de Portalegre e a Catedral de Santarém, edifícios que testemunham séculos de história, fé e arte sacra.
Já na categoria Século XX, os finalistas são o Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor e o Mercado de Santarém, dois exemplos representativos da arquitetura e da dinâmica cultural do século passado.
No que respeita ao Século XXI, o Alentejo surge representado por dois projetos contemporâneos que têm conquistado reconhecimento nacional e internacional: a Herdade do Freixo, no concelho do Redondo, e a Tiago Cabaço Winery, em Estremoz, exemplos de inovação arquitetónica integrada na paisagem alentejana.
Na categoria Turismo, os candidatos regionais são a Casa Museu dos Patudos, em Alpiarça, e as Salinas de Rio Maior, dois espaços que atraem milhares de visitantes todos os anos e que contribuem para a promoção turística e cultural do território.
A Semifinal Regional do Alentejo e Ribatejo decorreu este sábado em Marvão.
A eleição das Novas 7 Maravilhas de Portugal pretende assinalar os 20 anos de um projeto que ajudou a promover o património nacional e a reforçar o sentimento de identidade e pertença dos portugueses.
Ao longo dos próximos meses, os finalistas regionais irão disputar a preferência do público numa votação que promete mobilizar comunidades, autarquias e entidades locais. Em jogo está o reconhecimento nacional de alguns dos mais importantes símbolos do património português e a oportunidade de projetar ainda mais o valor histórico, cultural e turístico das diferentes regiões do país.
Com 14 candidatos em competição, o Alentejo e o Ribatejo voltam a demonstrar a riqueza e diversidade do seu património, assumindo-se como fortes candidatos a integrar a lista das futuras 7 Maravilhas de Portugal.

