O Grupo de Cantadores de Redondo inicia o ano com uma agenda ambiciosa, reforçando o seu papel como um dos principais embaixadores do Cante Alentejano. Depois de um ano marcado por atuações de grande adesão do público, o grupo prepara-se para consolidar o seu percurso cultural com novos desafios, projetos artísticos e iniciativas junto da comunidade.
Os Cantadores de Redondo vivem um período particularmente marcante da sua história, assinalando o 50.º aniversário da sua fundação com um conjunto alargado de iniciativas que reforçam a vitalidade do cante alentejano e a ligação às suas raízes.
Apesar de em 2026 o grupo caminhar já para o 51.º aniversário, as comemorações do meio século de existência continuam a marcar a agenda cultural. “É um ano com muitas expectativas e projetos em mão”, sublinha David Grave, representante do grupo, à margem da tradição de “Cantar aos Reis” em Redondo.
David Grave destacou também que “para além do 50ª aniversário do Grupo de Cantadores, também se assinalam 50 anos de carreira de Vitorino e do lançamento do seu primeiro álbum intitulado “Semear Salsa ao Reguinho”. Este trabalho histórico vai ser agora reeditado com o título “50 anos a semear Salsa ao Reguinho”, contando com a participação dos Cantadores de Redondo, que gravaram “algumas modas para o álbum”.
Segundo o responsável, o projeto original de Vitorino esteve na origem do próprio grupo, destacando que “este trabalho foi o embrião dos Cantadores de Redondo, pois foi dele que surgiu o grupo, por isso é um ano muito especial”. As celebrações incluem também um concerto na Casa da Música, no Porto, marcado para o dia 15 de janeiro, onde Vitorino partilhará o palco com os Cantadores de Redondo e outros convidados, num momento que, nas palavras do responsável, promete afirmar “o cante alentejano e a celebração deste património imaterial da humanidade”.
O grupo atravessa igualmente uma fase de renovação, com um “crescente interesse de pessoas de várias idades em ingressar no cante alentejano”, sublinhando ainda que “após um período mais difícil, os Cantadores de Redondo conseguiram revitalizar-se”, registando em 2025 “um ano com várias atuações em salas e palcos de grande relevância para o grupo”, referiu o representante.
David Grave revelou ainda que os Cantadores de Redondo “irão manter viva” a tradição da procissão da Quinta-Feira da Misericórdia, iniciativa que “é preservada há cerca de 40 anos pelos Cantadores de Redondo”, acrescentando que “é uma forma de recordar memórias para quem viveu esses tempos e de dar a conhecer a quem não conhece aquilo de bom que se faz no Alentejo e em Redondo”.
Com raízes profundas na cultura popular alentejana e um olhar atento ao futuro, o Grupo de Cantadores de Redondo entra em 2026 determinado a continuar a dar voz ao Alentejo, levando o cante a mais palcos e mantendo viva uma herança que é de todos.

