Estremoz, cidade de tradições profundas, destaca-se pela arte e pela cultura, com cada figura moldada a ternura e mestria.Nesta cidade alentejana, o património não é apenas memória, é matéria viva. Vive-se, transmite-se e reinventa-se com orgulho e dedicação.É com esta premissa que nasceu a primeira edição do Mercado do Património Cultural Imaterial, inaugurado na manhã deste sábado no jardim municipal.
Organizado pela Confraria do Boneco de Estremoz, com o apoio do Município e de um conjunto de outras entidades, este mercado de dimensão nacional diferenciador e único, destaca-se como um certame de referência nacional e espanhol, dada a proximidade geográfica que Estremoz tem com Espanha.
Alexandre Correia, Grão Mestre da Confraria, em declarações aos jornalistas, evidenciou “estou muito feliz e de coração cheio por perceber que os artesãos que aqui estão se sentem valorizados” acreditando que esta, é apenas a primeira edição de muitas deste certame.
Com o conceito de trazer a Estremoz os vários Saber Fazer identitários das várias regiões do país, a título de exemplo o Figurado de Barcelos, Filigrana, Camisolas Poveiras ou a Cantarinha dos Namorados, o Grão Mestre enaltece a oportunidade que as pessoas têm de ver “os artesãos trabalharem ao vivo”, factor diferenciador , que transporta os visitantes para as oficinas dos grandes mestres.
Este evento é “motivo de orgulho para Estremoz, para o Alentejo e para o País”, um forte contributo para, acima de tudo, levar os Bonecos de Estremoz a todo o País.
O Mercado do Património Cultural Imaterial, tem no centro a riqueza imaterial dos Bonecos de Estremoz — pequenas esculturas em barro, coloridas com delicadeza, que contam histórias do povo, da fé, da terra e do quotidiano, mas vai muito além destes.
José Daniel Sadio, Presidente da Autarquia, congratula-se com a dinâmica da Confraria e com a realização deste mercado destacando, em declarações aos jornalistas que “conseguimos reunir na cidade toda a arte que se faz um pouco por todo o país”, através de um evento que se pretende afirmar no panorama cultural português.
O Autarca sublinha “Estremoz está a marcar pontos naquilo que é a promoção e a divulgação do artesanato”. José Daniel Sadio considera ainda que a iniciativa “é uma mais valia para Estremoz e reforça a nossa obrigação de preservar e salvaguardar a continuidade destas artes.”
Assegurar que o futuro se faz com base no passado, permite ainda que o saber fazer se dê a conhecer às gerações mais novas.
Neste mercado imaterial, a herança transforma-se em oportunidade: de educação, de turismo sustentável, de orgulho local. Estremoz , este fim de semana e através deste mercado, oferece histórias, emoções, e a certeza de que a tradição pode ser modernidade
Veja a reportagem da cerimónia de inauguração:








































































































































