O Centro Luís da Silva, em Rio de Moinhos, no concelho de Borba, recebeu esta tarde a visita de D. Francisco Senra Coelho, Arcebispo de Évora, numa tarde marcada por emoção, reconhecimento e inspiração. O encontro, solicitado pelo próprio Arcebispo no âmbito do Ano Jubilar, colocou em evidência o papel essencial deste equipamento que, há anos, transforma vidas e enriquece a comunidade.
Com seis mil metros quadrados de área construída, capacidade para 72 residentes e 50 utentes em Centro de Atividades Ocupacionais, o Centro Luís da Silva, pertencente à União das Misericórdias Portuguesas, afirma-se como uma referência nacional no acompanhamento a pessoas com multideficiência. Aqui, diariamente, promove-se dignidade, integração e bem-estar — não apenas como missão, mas como vocação.
Aurelino Ramalho, administrador delegado há 12 anos, não escondeu o orgulho pela visita de D. Francisco, sublinhando que a sua presença foi “um sinónimo de conforto” para todos: responsáveis, colaboradores e, acima de tudo, utentes. Com dedicação visível, partilhou o profundo carinho que nutre pelo centro e recordou que, mesmo perante as inevitáveis dificuldades, há sempre “um sol radiante nesta casa”.
“Estamos aqui para superar desafios e para dar de nós aos outros”, afirmou com convicção.
Ao percorrer os espaços e contactar com utentes e profissionais, o Arcebispo reforçou a ideia de que “precisamos de amor para tratar a diferença”, comparando esse amor às raízes que sustentam a árvore da vida. Para D. Francisco, lugares como o Centro Luís da Silva revelam a essência da humanidade, por lidarem diariamente com pessoas em total dependência — pessoas que, nas suas palavras, “precisam da solidariedade fraterna de todos”.
Em tom emocionado, descreveu o centro como “uma escola de humanidade” e, mais ainda, como um “Santuário”, lembrando que estes homens e mulheres, marcados pela fragilidade, “vivem entre nós como anjos”.
“Vir aqui significa levar mais do que dar”, afirmou, sensibilizado pela entrega diária de todos os profissionais que acolhem, cuidam e constroem esperança.
A visita, acompanhada pela Rádio Campanário, deixou a clara impressão de que, no Centro Luís da Silva, a diferença não é apenas acolhida — é celebrada como fonte de aprendizagem, humanidade e amor.


























































































































