A 43.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta, conhecida como “A Alentejana”, foi apresentada na manhã desta terça-feira, 17 de março, no auditório do Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal. A prova regressa ao calendário com cinco etapas, atravessando vários concelhos da região e reforçando a sua importância no panorama do ciclismo nacional.
O percurso deste ano arranca em Sines, com chegada a Almodôvar, seguindo-se uma ligação entre Ferreira do Alentejo e Montemor-o-Novo. A terceira etapa será disputada em contrarrelógio individual (CRI), em Crato, antes de uma tirada exigente entre Vila Viçosa e a Serra de São Mamede. A competição termina com a etapa entre Moura e Évora.
O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, Cândido Barbosa, destacou o esforço de internacionalização da competição. “Assumimos a intenção de juntar as três principais provas do ciclismo português — a Volta ao Algarve, a Volta ao Alentejo e a Volta a Portugal — para reforçar a sua projeção internacional”, explicou.
O responsável apontou também os desafios atuais da modalidade, nomeadamente na captação de jovens e nas condições logísticas para equipas estrangeiras. Ainda assim, mostrou-se otimista e revelou que “no ano passado participaram 17 equipas, este ano são 20, o que demonstra o crescimento e a vontade conjunta de fazer evoluir o ciclismo em Portugal”.
Por sua vez, o diretor da prova, Ezequiel Mosquera, antecipou uma edição competitiva e imprevisível, e referiu que “a diferença capital estará no contrarrelógio e na etapa da Serra de São Mamede porque procurámos aumentar a dureza e acredito que poderá haver mudanças de líder todos os dias”.
Mosquera destacou ainda o potencial da prova além-fronteiras. “Lá fora esta corrida é mais conhecida do que parece”, e reiterou que “o Alentejo tem paisagens únicas, boas estradas e condições ideais para o ciclismo e esta é uma oportunidade de colocar ainda mais o Alentejo no mapa internacional”, destacando ainda que “há que pensar em colocar o Alentejo no mundo, e não há forma melhor de promover o território do que o ciclismo”.
Durante a apresentação, o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, destacou o papel da região na continuidade da prova, e afirmou que “a forma como o Alandroal se envolve no processo é recebendo a apresentação desta prova, em que os 14 municípios da CIMAC estão comprometidos desde sempre, porque é uma prova que está nas tradições de provas desportivas do Alentejo Central desde há décadas e que está associado a uma modalidade que é muito importante no país”, acrescentando ainda que “nesta prova
O autarca sublinhou ainda o impacto da competição na promoção do território.
“Esta é uma forma de promover o Alentejo e de o fazer chegar mais longe, bem como uma demonstração da resistência do Alentejo, porque fazer coisas no Alentejo é muito difícil, e quando chegamos aqui é porque os 14 municípios continuam comprometidos em que esta prova se mantenha no calendário do ciclismo nacional.”
“Uma das formas mais interessantes de descobrir o nosso território é através do desporto, e estas provas trazem pessoas, que depois regressam, e temos tido um feedback muito positivo desse investimento”, referiu, destacando que o impacto deve ser visto à escala regional: “o importante é que as pessoas circulem pelo território e que existam eventos à nossa volta”.
A edição de 2026 da “Alentejana” reforça, assim, o seu papel como uma das principais competições do calendário velocipédico nacional, aliando tradição, promoção territorial e ambição de crescimento internacional.
A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias da apresentação:


































