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Domingo, Janeiro 25, 2026

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Arte de “soltar” poesia enquanto pinta um prato. Maravilhas de Alice entre as cores do Alentejo

Enquanto vai declamando poesia sorridente (ouvir áudio em baixo) Alice Mancha desenha mais uma flor amarela entre folhas verdes na borda de um prato de cerâmica. Em breves minutos o simples prato ganha contornos de obra de arte.

Até parece fácil, se ouvirmos a simplicidade com que a artesã da Aldeia da Venda (Alandroal) explica como a técnica é a mesma que tem cruzado séculos de história. São, afinal, as tradicionais pinturas que vão colorindo o mobiliário alentejano, um legado árabe que os pastores cá da terra não perderam de vista e que Alice descobriu, ainda menina e moça, no dia em que foi a Redondo com uma tia.

“Vi uma cadeira pintada e achei tão linda. Pensei que gostava tanto de saber fazer aquilo”. Teve que esperar mais uns anos. Já andava pelas 36 primaveras quando soube que estava a ser preparado um curso de artesanato em Reguengos de Monsaraz. “Num ano aprendi”, revela, sem esconder o orgulho pela curiosidade que o seu trabalho ao vivo vai suscitando aos visitantes do Festival do Peixe do Rio, no Alandroal.

Além do prato que está quase pronto, Alice mostra ainda a pequena mesa que usa para trabalhar, um garrafão e outras obras que a acompanham ao certame que decorre até ao próximo domingo no castelo do Alandroal.

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