O CULTOURWINE voltou a animar o Museu Berardo Estremoz, proporcionando uma experiência enogastronómica única com a participação de 11 conceituadas adegas. Entre os expositores, destacaram-se a Adega do Monte Branco, Aliestre Vineyards, Dona Maria Wines Portugal, Herdade do Pombal, Herdade dos Casarões, Herdade dos Outeiros Altos: Vinhos Biológicos, Howard’s Folly Winery, João Portugal Ramos, Miguel Louro Wines, Quinta do Carmo – Bacalhôa Vinhos de Portugal e Tiago Cabaço Winery. As provas de vinho foram complementadas por degustações da SEL – Salsicharia Estremocense, enriquecendo ainda mais a oferta para os visitantes.
A imprensa marcou presença no evento e entrevistou o presidente da Câmara Municipal do Alandroal, Dr. João Grilo, sobre a importância deste evento em Estremoz, um dos municípios que integram a capital dos vinhos de 2025.
“Sim, isso é uma demonstração de que já existe uma dinâmica no território que pode muito bem ser aproveitada para a cidade do vinho em 2025. É preciso criar um calendário, criar uma agenda, divulgar, mas há um conjunto de iniciativas que cada município já tem que com certeza vão ser valorizadas pelo facto de termos a projeção de capital do vinho. Há outras que teremos que pensar e estamos a pensar em conjunto para dinamizar também essa candidatura. Portanto, é tirar partido do território, é tirar partido do que sabemos fazer, é tentar ir um pouco mais longe, é tentar atrair mais pessoas e, portanto, este é um excelente exemplo disso. Hoje vimos aqui exclusivamente vinhos de Estremoz e ainda bem, foi para isso que foi criado o evento, mas acho que todos conseguimos ver com facilidade que na edição do próximo ano poderemos ter aqui também vinhos dos outros concelhos e este fenómeno poderá repetir-se também por todos os concelhos. Portanto, a nível do Alandroal, por exemplo, já sinalizámos que o Festival do Peixe do Rio será um momento importante para promover a cidade do vinho, para conjugar a gastronomia com os vinhos e, portanto, teremos com certeza todo o gosto em ter vinhos, não só os do concelho do Alandroal, mas também os dos concelhos vizinhos presentes no Festival do Peixe do Rio e é um pouco esta ideia que queremos projetar pela região.”
Foi exibido o filme promocional dos vinhos Capital dos Vinhos 2025. Qual foi a receção?
“É um trabalho feliz, está bem conseguido, mostra muito bem a dinâmica da região. A temática dos vinhos é muito importante do ponto de vista económico, do ponto de vista da promoção, é um bom motor para também promovermos o resto do território e, portanto, como pode ver, viu-se os castelos, viu-se Alqueva, viu-se as outras dinâmicas que o território tem para oferecer e é isso que temos de trabalhar.”
Das reuniões que já existiram, que têm tido estes cinco municípios dos vinhos da Serra de Ossa, o que é que já está, o que é que já pode acrescentar àquilo que vai ser 2025?
“Bem, eu não posso adiantar muito, mas de facto há um calendário de eventos específicos da candidatura e os eventos de cada município que podem ser mobilizados para a candidatura. Portanto, já falei sobre o Alandroal, os meus colegas falarão sobre os projetos que identificarão nos seus territórios, mas estamos a fazer esse trabalho de calendarizar, ver tudo aquilo que é necessário fazer para depois podermos apresentar também o conjunto de eventos logo no início ou antes do início do ano, para que todos saibam o que vai acontecer na capital dos vinhos 2025 na região.”
Vão acontecer eventos que agreguem estes cinco municípios em conjunto?
“Sim, em cada território vamos tentar estar todos presentes e também vamos tirar partido dos eventos que já temos para os potenciar mais ainda.”
A “Cidade do Vinho 2025”, Já se faz ouvir e sentir?
“ A Serra da Ossa como destino turístico está a começar, está a dar os primeiros passos. Há um trabalho, como sabe, há uma candidatura conjunta também dos cinco municípios, há um financiamento do Turismo de Portugal para colocar no terreno um pouco mais desta ideia de turismo da Serra da Ossa. Cada município tem os seus projetos, no caso do Alandroal já temos os projetos em execução e, portanto, estamos à espera do financiamento a qualquer momento. Como posso dizer-vos, recordando que é uma intervenção no Castelo do Alandroal de melhoria da acessibilidade e da torre de menagem, criação do miradouro e o projeto de iluminação cénica do castelo e, portanto, acredito que os projetos de cada município, mais a comunicação que vamos depois fazer em conjunto com o Turismo do Alentejo, irá definitivamente começar a colocar este tema da Serra da Ossa como destino turístico um pouco na retina das pessoas que estão na região e que visitam a região. É um processo que vai sendo trabalhado e, portanto, tem vindo a ganhar destaque e acreditamos que vai ser mais um dos nossos fatores de atratividade para a região.”
Sr. Presidente, falou há pouco que o Festival do Peixe do Rio vai também englobar esta onda dos vinhos, digamos assim, mas está previsto algum evento como este que estamos aqui agora dedicados aos vinhos no Alandroal?
O nosso objetivo no próximo ano é retomar o modelo do Festival do Peixe do Rio que tínhamos antes da pandemia, o que significa ter um espaço de feira, ter um espaço de restauração e ter um espaço de promoção das atividades económicas do concelho e onde naturalmente haverá espaço também para promover os vinhos da região. Portanto, acreditamos que vamos ter esse espaço dentro do Castelo do Alandroal, como já fizemos, aproveitando o espaço que temos e promovendo toda a dinâmica dos vinhos também.”
Recorde-se que Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo e Vila Viçosa foram eleitos numa candidatura conjunta “Cidade do Vinho 2025”, na reunião da Assembleia Intermunicipal da AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho.
Entrevista: Augusta Serrano

