A tradicional procissão em honra do Senhor Jesus dos Aflitos voltou a reunir, este domingo, centenas de fiéis nas ruas de Borba, num dos momentos centrais das festividades religiosas da cidade. Entre orações, cânticos e momentos de emoção, a população acompanhou a imagem do padroeiro num cortejo marcado pela fé e pela tradição.
Para Carlos Ficalho, Juiz da Irmandade dos Aflitos, a procissão assume um significado especial no conjunto das celebrações. Em declarações aos jornalistas, classificou-a como “a principal” e “a maior” manifestação das festas, destacando a forte participação dos fiéis e a devoção que continua a existir em Borba e nos concelhos da região.
“As pessoas têm sempre muitos pedidos a fazer e uma grande devoção ao Sr. Jesus dos Aflitos, não só as pessoas de Borba, mas também da zona. Há uma grande devoção ao Senhor”, afirmou.
O responsável pela Irmandade considera que a procissão ultrapassa a dimensão de uma manifestação religiosa, proporcionando também um momento de encontro entre a comunidade e de expressão da fé. “É um momento de convívio, de oração e de fé”, sublinhou Carlos Ficalho, que destacou ainda a emoção vivida por muitos fiéis durante a passagem da imagem.
“Quando vemos passar a imagem do Senhor, as pessoas comovem-se bastante”, referiu.
A procura de conforto através da fé ganha, na sua perspetiva, particular importância perante as dificuldades que muitas pessoas enfrentam atualmente. Carlos Ficalho entende que o Senhor Jesus dos Aflitos continua a ser uma referência para quem procura esperança e proteção em momentos mais difíceis. “Nos tempos que correm, cada vez há mais dificuldades e as pessoas recorrem ao Senhor Jesus dos Aflitos, porque a fé nasce e morre connosco”, concluiu.
A procissão contou com a participação da Sociedade Filarmónica União Mourense “Os Amarelos”, que assinalou no sábado 105 anos de existência, e da Banda Filarmónica do Centro Cultural de Borba.
As Festas em Honra do Senhor Jesus dos Aflitos são também uma ocasião de reencontro para muitos borbenses que vivem fora da cidade e regressam nesta altura para estar com familiares e amigos. A celebração mantém, assim, uma forte ligação à memória coletiva e à identidade da comunidade.
Ano após ano, a participação dos fiéis confirma a permanência de uma tradição religiosa que atravessa gerações e continua a ocupar um lugar de destaque na vida de Borba.

