Há emissões que informam. Outras entretêm. E há aquelas que ficam gravadas na memória de quem as vive. Foi precisamente isso que aconteceu esta sexta-feira, 31 de julho, quando a Rádio Campanário levou o programa “Manhãs da Ana” até à Santa Casa da Misericórdia de Redondo, no âmbito da iniciativa “A Rádio de Mãos Dadas”, integrada nas comemorações dos 40 anos da estação.
Durante algumas horas, os microfones abriram-se não para notícias ou debates, mas para aquilo que tantas vezes fica por contar: as histórias de uma vida inteira.Entre sorrisos, recordações e momentos de emoção, os utentes tornaram-se os verdadeiros protagonistas. Maria Adelaide, Francisca e José partilharam episódios das suas vidas, memórias de outros tempos e ensinamentos que só os anos conseguem oferecer. Cada palavra transportava uma história, cada silêncio guardava uma lembrança e cada sorriso revelava a riqueza de um percurso vivido com coragem e dignidade.
A emissão contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Redondo, David Galego, da vice-presidente, Carla Figueiras, do administrador da Rádio Campanário, José Domingos Ramalho, e do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Redondo, Paulo Completo, que testemunharam um momento marcado pela partilha, pela gratidão e pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pela instituição.
A emissão contou ainda com os testemunhos de quem sente a instituição pulsar dentro de si, todos os dias: a diretora técnica, Rosário, as colaboradoras Lúcia e Rita, e, de forma muito particular e emotiva, a animadora Teresa.
Mais do que celebrar quatro décadas de existência, a Rádio Campanário voltou a cumprir a missão que a acompanha desde o primeiro dia: estar ao lado das pessoas, escutar as suas histórias e dar voz a quem tantas vezes permanece em silêncio.
Porque a rádio faz-se de frequências, mas vive de pessoas. E, em Redondo, durante uma manhã, provou-se que um microfone pode ser muito mais do que um instrumento de comunicação. Pode ser um abraço, uma ponte entre gerações e um gesto de reconhecimento por quem tanto tem para ensinar.
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