Tal como a Rádio Campanário noticiou, começaram hoje, no Tribunal de Évora, as alegações finais do julgamento no caso da derrocada de um troço da estrada de Borba, que provocoua morte de cinco pessoas.
O Ministério Público, de acordo com a informação avançada pela Agência Lusa, pediu a condenação de todos os arguidos acusados ao abrigo deste processo, considerando que apenas desta forma “será feita justiça”.
No que diz respeito ao Presidente da Câmara de Borba, António Anselmo, e do Vice-Presidente da Autarquia, Joaquim Espanhol, o MP entende “ter existido incompetência” considerando que existiam alternativas para acautelarem o interesse público. Considera ainda que todos os envolvidos tinham conhecimento do “perigo grave” existente , conhecendo inclusivamente que a Sociedade envolvida trabalhava “em condições ilegais”.
Recorde-se que o Presidente da Câmara de Borba está acusado de cinco crimes de homicídio por omissão, enquanto o Vice-Presidente está pronunciado por três crimes de homicídio por omissão. Os funcionários da Direção-Geral de Energia e Geologia respondem por dois crimes de homicídio por omissão, enquanto a sociedade ALA de Almeida Limitada e o responsável técnico Paulo Alves estão acusados, cada um, por 10 crimes de violação de regras de segurança.
Este acidente trágico, ocorrido na tarde de 19 de novembro de 2018, ceifou a vida a cinco pessoas, dois operários de uma empresa de mármore e de três homens, que seguiam no troço de estrada que colapsou um troço de cerca de 100 metros da EM 255, entre Borba e Vila Viçosa.

