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Afogamentos matam 92 pessoas em Portugal até julho, o pior registo da última década

Portugal registou 92 mortes por afogamento entre janeiro e julho de 2026, o número mais elevado dos últimos dez anos para o mesmo período. Os dados provisórios são do Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) e revelam um aumento de 15% face às 80 mortes contabilizadas até julho de 2025.

O número registado este ano ultrapassa também o anterior máximo da série analisada, que tinha sido alcançado em 2022, com 88 mortes.

Os dados do Observatório mostram uma evolução irregular ao longo da última década. Em 2017 foram registadas 71 mortes, seguindo-se 66 em 2018, 57 em 2019, 85 em 2020, 62 em 2021, 88 em 2022, 71 em 2023, 75 em 2024 e 80 em 2025. Até julho deste ano, o número já chegou às 92 mortes.

Os rios são o meio aquático onde se registou o maior número de mortes em 2026, com 35 casos, seguidos do mar, com 27. No conjunto, estes dois meios representam 62 das 92 mortes, ou seja, 67,4% do total.

Além dos rios e do mar, foram registadas seis mortes em barragens e outras seis em piscinas domésticas. Há ainda cinco mortes em poços, quatro em estradas inundadas, quatro em portos de abrigo, uma em lagoas, uma em piscinas de aldeamentos turísticos, uma em piscinas de uso público, uma em tanques e uma em valas.

Os números mostram que o risco de afogamento está presente em diferentes contextos e não se limita às zonas balneares. Rios, barragens, piscinas, poços e outros espaços com presença de água continuam a representar riscos, sobretudo durante os meses de verão, quando aumenta a exposição da população.

A FEPONS sublinha a importância da prevenção e da adoção de comportamentos seguros junto da água, alertando para a necessidade de reforçar os cuidados durante o período de maior utilização destes espaços.

Os dados do Observatório do Afogamento são provisórios e poderão ser atualizados à medida que seja recolhida e validada nova informação sobre as ocorrências registadas em Portugal.

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