A depressão Cláudia continua a fazer-se sentir em Portugal continental e no arquipélago da Madeira, trazendo chuva intensa, vento forte e agitação marítima significativa, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo dados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), foram registadas mais de 918 ocorrências em todo o país, das quais 594 correspondem a inundações e 140 a quedas de árvores.
A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a mais afetada, totalizando 540 ocorrências. No Centro contabilizaram-se 263, enquanto o Norte registou 66 e o Algarve 31.
No Alentejo, foram registadas dezenas de situações, principalmente quedas de árvores e inundações.
No distrito de Évora, a Proteção Civil confirmou à Rádio Campanário a ocorrência de várias quedas de árvores (seis) nos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Estremoz, Redondo, Portel e Borba, além de duas inundações em Mourão.
Em Beja, entre as várias ocorrências, destacam-se quedas de telhados em Gomes Aires (Almodôvar) e um ferido em Serpa devido à queda de uma árvore.
Já no distrito de Portalegre, foram reportados desabamentos de estruturas edificadas e quedas de árvores, enquanto no Alentejo Litoral também há registo de incidentes semelhantes.
A depressão Cláudia continua ativa desde quarta-feira, afetando Portugal continental e a Madeira, com previsões de chuva persistente, rajadas de vento fortes e ondulação elevada.
As autoridades apelam à população para manter a prudência, sobretudo nas deslocações e em zonas propensas a inundações ou quedas de árvores.

