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Alentejo já tem 18 Refúgios Climáticos e quer “chegar aos 30 até ao final do verão”- Presidente da ERT

O Alentejo já conta com 18 Refúgios Climáticos “Stay Cool”, distribuídos por cinco concelhos dos distritos de Beja, Évora e Portalegre. A rede pretende dar resposta aos efeitos das temperaturas elevadas durante os meses de verão e proporcionar aos turistas e visitantes locais onde possam descansar e recuperar do calor.

A iniciativa, promovida pelo Turismo de Portugal e dinamizada regionalmente pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, está atualmente implementada nos concelhos de Almodôvar, Cuba, Mourão, Arronches e Castelo de Vide.

O objetivo da ERT é, contudo, aumentar significativamente esta rede. O presidente da entidade, José Santos, revelou à Rádio Campanário que pretende chegar às 30 estruturas certificadas até ao final do verão, defendendo que a adesão de mais municípios será essencial para garantir uma cobertura mais abrangente do território.

“Outros municípios se seguirão”, afirmou José Santos, classificando a criação da rede como uma iniciativa “estratégica” para o Alentejo.

Dos 18 locais atualmente certificados, sete encontram-se em Almodôvar e outros sete em Cuba, ambos no distrito de Beja. Mourão, no distrito de Évora, conta com dois espaços, enquanto Arronches e Castelo de Vide, no distrito de Portalegre, têm um refúgio climático cada.

Os espaços podem disponibilizar diferentes condições e equipamentos destinados a proporcionar aos visitantes uma pausa perante o calor. Entre as comodidades previstas encontram-se ambientes térmicos controlados, água potável e zonas de descanso, entre outras amenidades.

A lógica da rede passa por criar pontos de abrigo acessíveis a quem visita ou percorre os diferentes territórios durante os períodos de temperaturas mais elevadas. Trata-se de “um programa muito importante para a região”, disse o responsável.

José Santos considera que a iniciativa assume particular relevância numa região como o Alentejo, onde o calor intenso constitui um dos principais desafios durante o verão.

“É um programa muito importante para a região que tem temperaturas altas durante o verão, sendo essencial criar espaços que possam proporcionar aos turistas e visitantes ambientes termicamente mais estáveis”, afirmou.

Para o responsável, a existência destes espaços poderá contribuir também para reforçar a atratividade do Alentejo durante a época estival, permitindo que os visitantes possam usufruir dos territórios com maior conforto.

A intenção é que a rede não fique limitada aos cinco concelhos atualmente abrangidos. “O objetivo é que a Rede de Refúgios Climáticos se alastre a todo o território”, explicou José Santos, apontando para um contributo direto para a competitividade do destino turístico.

A expansão da rede poderá beneficiar do apoio financeiro disponibilizado pelo Turismo de Portugal através do Aviso Específico de Concurso Rede de Refúgios Climáticos – “Stay Cool”, lançado no âmbito do programa Crescer com o Turismo.

A medida dispõe de um orçamento global de um milhão de euros e destina-se a apoiar a criação e qualificação de refúgios climáticos em território nacional.

As candidaturas podem ser apresentadas por câmaras municipais e juntas de freguesia, individualmente ou em conjunto. O financiamento assume a forma de incentivo não reembolsável e pode atingir 80% das despesas elegíveis, com um limite máximo de 75 mil euros por candidatura.

A ERT do Alentejo e Ribatejo pretende aproveitar este mecanismo para acelerar a expansão da rede regional. “Estamos bastante empenhados na sua disseminação pela região”, afirmou José Santos, acrescentando que a entidade está a trabalhar em articulação com o Turismo de Portugal e mantém contacto com os municípios para apoiar a preparação das candidaturas e a submissão dos espaços na plataforma destinada à certificação.

Os apoios disponíveis podem permitir a criação de diferentes soluções destinadas a reduzir a exposição ao calor no espaço público. Segundo José Santos, os municípios poderão, por exemplo, apostar na criação de zonas urbanas de ensombramento, instalação ou reforço de espaços verdes, melhoria do mobiliário urbano e colocação de aspersores.

A estratégia pretende, assim, ir além da criação de espaços interiores climatizados, promovendo também intervenções no espaço exterior que contribuam para tornar as localidades mais confortáveis durante os períodos de maior calor. Para a ERT, a aposta assume especial importância nas zonas do interior, onde as temperaturas elevadas podem condicionar a experiência dos visitantes e a utilização dos espaços públicos durante o verão.

Com 18 refúgios já certificados e a meta de chegar aos 30 até ao final do verão, o Alentejo procura reforçar a capacidade de resposta ao calor e transformar a adaptação às temperaturas elevadas numa componente da estratégia turística regional.

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