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Alentejo mantém tendência de envelhecimento e vê crescer população estrangeira

O Alentejo continua a destacar-se entre as regiões portuguesas com maior peso da população sénior. Os dados mais recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que a região apresenta um dos níveis de envelhecimento mais elevados do país, refletindo uma realidade demográfica marcada pela redução da população jovem e pelo aumento da esperança de vida.

Segundo as estimativas referentes a 2025, existem atualmente 222 pessoas com 65 ou mais anos por cada 100 jovens residentes no território alentejano. Este indicador coloca a região acima da média nacional e apenas atrás da região Centro, que lidera este ranking.

Os números mostram igualmente que o Alentejo enfrenta uma pressão significativa sobre a população em idade ativa. A relação entre pessoas dependentes — jovens e idosos — e a população potencialmente ativa continua a aumentar, evidenciando os desafios associados à sustentabilidade social e económica da região.

Paralelamente, verifica-se uma forte transformação na composição da população residente. O número de cidadãos estrangeiros a viver no Alentejo registou uma subida expressiva nos últimos anos. Em 2025, mais de 71 mil residentes tinham nacionalidade estrangeira, representando cerca de 14% da população regional.

A evolução é particularmente relevante quando comparada com 2021, ano em que a região contabilizava pouco mais de 35 mil residentes estrangeiros. Em apenas quatro anos, este contingente mais do que duplicou, refletindo a crescente atratividade do território para cidadãos provenientes de outros países.

Apesar dos desafios demográficos associados ao envelhecimento, o Alentejo acompanhou a tendência nacional de crescimento populacional. Entre 2021 e 2025, a população residente aumentou cerca de 5,9%, impulsionada sobretudo pelos fluxos migratórios.

No conjunto do país, Portugal ultrapassou os 11,4 milhões de habitantes no final de 2025. O crescimento populacional foi sustentado pelo saldo migratório positivo, que compensou o número de óbitos superior ao de nascimentos. A população estrangeira residente atingiu também um novo máximo histórico, representando aproximadamente 14% do total de habitantes.

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