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Alentejo: Quatro presidentes em final de mandato candidatam-se agora a municípios vizinhos

Pelo menos oito presidentes de câmaras municipais, metade deles no Alentejo, quatro socialistas e quatro da CDU, que estão no limite legal de mandatos, já anunciaram que se vão candidatar a concelhos vizinhos nas autárquicas de outubro.

No caso da CDU (coligação PCP/PEV), dois dos quatro autarcas são candidatos a municípios que já presidiram e nos quais também cumpriram pelo menos três mandatos consecutivos.

O presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, está no fim de três mandatos consecutivos neste município, o máximo permitido por lei, e anunciou um ‘regresso às origens’, para ser novamente cabeça de lista da CDU à Câmara de Montemor-o-Novo, que já presidiu entre 1993 e 2013.

Em Montemor, Carlos Pinto de Sá vai ter como adversário o atual presidente, o socialista Olímpio Galvão, que é candidato a um segundo mandato, depois de em 2021 ter retirado à CDU este município.

Vítor Proença já não se pode recandidatar a Alcácer do Sal, por limite de mandatos, mas quer ‘regressar’ a uma ‘casa que conhece bem’ nas próximas autárquicas e será o candidato da CDU à Câmara de Santiago do Cacém, que já liderou entre 2001 e 2013.

O atual presidente de Santiago do Cacém é Álvaro Beijinha, que também está de saída deste município, mas é desta vez candidato a Sines, cujo presidente socialista, Nuno Mascarenhas, não se pode recandidatar. 

João Português, no terceiro mandato no município de Cuba, é, nas autárquicas deste ano, o cabeça de lista da CDU ao vizinho concelho de Ferreira do Alentejo, liderado pelo socialista Luís Pita Ameixa.

Pita Ameixa, eleito em 2017 e 2021, é recandidato a um último mandato nesta Câmara, onde já tinha sido presidente entre 1994 e 2005.

Quase 90 presidentes de câmara estão de saída nestas autárquicas por terem chegado ao limite de três mandatos consecutivos na mesma autarquia, a maior parte deles socialistas.

Além dos 89 presidentes de câmara que saem das respetivas autarquias nestas eleições, outros 46 que também estavam no limite dos mandatos já deixaram os cargos nos últimos dois anos, sobretudo para ocuparem lugares no Governo, como deputados na Assembleia da República ou na Europa e cargos públicos: 28 do PSD ou coligações social-democratas, 16 do PS, um CDU e um do Juntos Pelo Povo (JPP).

Dos 89 presidentes de câmara em fim de mandato, 49 são socialistas, 21 social-democratas ou de coligações lideradas pelo PSD, 12 da CDU, três do CDS-PP e quatro independentes.

Portugal tem 308 concelhos, a maior parte dos quais elegeram em 2021 executivos socialistas.

As eleições autárquicas foram marcadas pelo Governo para 12 de outubro e as candidaturas têm de ser entregues até 18 de agosto.

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