Data:

Partilhar

Recomendamos

Alentejo quer chegar ao topo dos destinos gastronómicos internacionais e prepara evento para 2027 em Évora

Turismo do Alentejo quer colocar Évora e a região “no topo dos destinos gastronómicos internacionais” no âmbito da Capital Europeia da Cultura 2027. Projeto pretende valorizar toda a cadeia de valor da gastronomia alentejana, dos produtores à restauração.

O Alentejo prepara para 2027 um grande evento gastronómico internacional, integrado na programação da Capital Europeia da Cultura, que pretende afirmar Évora e a região entre os principais destinos gastronómicos do mundo.

A revelação foi feita por José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, que adiantou que o projeto ainda está a ser trabalhado e que, para já, não é possível divulgar muitos pormenores. O responsável garantiu, contudo, que a ambição é elevada: criar “um dos melhores festivais e um dos melhores eventos gastronómicos do mundo”.

A iniciativa surge no âmbito de uma estratégia mais abrangente para a gastronomia regional. Segundo José Santos, a Entidade Regional de Turismo pretende começar ainda este ano a dinamizar uma estratégia integrada para o setor, considerando a gastronomia um pilar fundamental do turismo, da cultura e da identidade do Alentejo.

“Precisamos de dar passos mais estruturantes”, afirmou, sublinhando que a gastronomia não se resume à realização de eventos ou à experiência de estar à mesa. Envolve uma cadeia de valor que inclui produtores, agricultura, restauração e cozinheiros.

O responsável destacou iniciativas já realizadas na região, como as comemorações do Dia Nacional da Gastronomia, promovidas pela AHRESP em parceria com o Turismo do Alentejo e o Município de Arronches, a gala do Soles da Repsol, realizada este ano em Évora, e o Food Love Fest, evento que tem contribuído para dar notoriedade aos restaurantes e chefs alentejanos.

Embora o formato ainda não esteja fechado, José Santos revelou duas condições que considera fundamentais para o futuro evento.

A primeira passa pela valorização da cadeia de valor da gastronomia do território. O festival deverá envolver os produtores, a restauração e os cozinheiros, promovendo uma ligação mais forte entre os diferentes setores. A segunda é a projeção internacional do Alentejo. O objetivo, explicou, é aproveitar os vários reconhecimentos que a região tem vindo a conquistar para elevar ainda mais a sua notoriedade enquanto destino gastronómico.

“É um evento que terá que colocar Évora e o Alentejo no topo dos destinos gastronómicos internacionais”, afirmou.

José Santos defendeu ainda que a crescente reputação gastronómica do Alentejo traz consigo uma responsabilidade acrescida: garantir a sustentabilidade dos produtos, do receituário tradicional e das empresas que integram esta cadeia de valor.

O presidente da Entidade Regional de Turismo lembrou que uma revista britânica distinguiu recentemente o Alentejo como um dos quatro melhores destinos de gastronomia sustentável do mundo. Para o responsável, este tipo de reconhecimento demonstra que a região é cada vez mais procurada não apenas pelas suas paisagens e património, mas também pela qualidade da sua gastronomia.

Essa notoriedade deverá, contudo, ser acompanhada por uma estratégia capaz de preservar os produtos e receitas tradicionais e reforçar a ligação entre a agricultura e o turismo.

“O turismo pode também contribuir muito para termos uma agricultura mais competitiva”, salientou José Santos.

A estratégia que está a ser preparada pretende, assim, usar a gastronomia como instrumento de promoção turística, mas também como elemento de valorização cultural e de dinamização económica das empresas e de toda a fileira da restauração.

Para 2027, a ambição é transformar essa estratégia num evento de dimensão internacional, aproveitando a visibilidade proporcionada por Évora enquanto Capital Europeia da Cultura para afirmar definitivamente o Alentejo como um dos grandes destinos gastronómicos internacionais.

Populares