Data:

Partilhar

Recomendamos

Alentejo também afetado pelo “caos” na correção dos exames nacionais- Sindicato

O Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) acusa o Ministério da Educação de estar a conduzir um processo “caótico” na classificação dos exames nacionais do ensino secundário, alertando para problemas técnicos persistentes nas plataformas digitais que, afirma, estão a comprometer o trabalho dos professores e a gerar ansiedade entre alunos e famílias.

Em comunicado, o sindicato sustenta que as dificuldades registadas a nível nacional também estão a afetar os docentes do distrito de Portalegre, embora, segundo refere, a situação tenha recebido pouca atenção na região.

De acordo com o SPZS, os professores classificadores continuam a relatar um conjunto de falhas que dificultam ou impedem a correção das provas. Entre os problemas identificados estão a troca de itens entre diferentes códigos de exames, ausência de folhas de continuação das respostas, dificuldades em contactar o serviço de apoio EduQA, impossibilidade de aceder ou descarregar exames, digitalizações ilegíveis e falhas na disponibilização de anexos destinados a provas de alunos com necessidades educativas específicas.

O sindicato denuncia ainda interrupções frequentes da plataforma informática utilizada no processo, que apresenta repetidamente a mensagem “Em Manutenção”, bem como situações em que provas já classificadas voltam a surgir para nova correção.

Para o SPZS, estes constrangimentos são o reflexo de um modelo de digitalização implementado sem as condições necessárias.

“Enfim, o caos do digital imposto pelo Ministério da Educação às escolas e aos professores devido ao deslumbramento e incompetência do ministro Fernando Alexandre.”

A poucos dias do encerramento dos prazos para conclusão das classificações e divulgação das notas — previstos para 14 e 17 de julho, respetivamente — o sindicato considera que a situação permanece longe de estar resolvida. Segundo a estrutura sindical, continuam a chegar novos itens para classificação aos docentes, aumentando a pressão sobre os professores responsáveis pelo processo.

Perante este cenário, o SPZS defende que o ministro da Educação “já não dispõe de condições para exercer as suas funções” e apela ao Governo para que assuma responsabilidades pela gestão do processo.

O sindicato recorda ainda que tem vindo a alertar, desde o início da época de exames, para os problemas associados às plataformas digitais, garantindo que continuará a acompanhar a situação e a defender melhores condições de trabalho para os professores, por considerar que estas têm impacto direto na qualidade do sistema educativo e na comunidade escolar.

Populares