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Alentejo vai ter Orquestra Regional, um investimento de 810m€ na música erudita

A Direção-Geral das Artes apresentou no dia 5 de maio, no Convento São Bento de Cástris, em Évora, as principais linhas orientadoras do Concurso para criação da Orquestra Regional do Alentejo.

A iniciativa, realizada em parceria e acolhida pela Associação Évora 2027, contou com a intervenção do Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues, e da Presidente da Associação Évora 2027, Maria do Céu Ramos, num momento que recebeu cerca de 70 pessoas, entre associações, artistas e entidades da região.

A sessão de esclarecimento marcou, assim, um importante passo na dinamização do tecido cultural do Alentejo para a área da música erudita, e na consolidação de uma rede nacional de orquestras regionais.

O teor do Aviso de Abertura deste concurso foi entretanto divulgado, permitindo às entidades interessadas o acesso atempado às disposições do concurso. A abertura do prazo de submissão de candidaturas será oportunamente divulgada pela DGARTES.

O concurso para criação da Orquestra Regional do Alentejo prevê a atribuição de um apoio anual de 810.000,00€, para atividades a realizar nos domínios da criação, edição, circulação nacional, ações estratégicas de mediação e internacionalização.

São destinatárias deste concurso as associações culturais sem fins lucrativos com sede na região do Alentejo, cujos órgãos sociais deverão incluir, no mínimo, cinco municípios do Alentejo, podendo abranger outros agentes locais ou regionais da região.

Dos objetivos estratégicos deste concurso, destacam-se a promoção e valorização da música erudita, incentivando o seu cruzamento com outras artes e facilitando o acesso cultural no Alentejo através de uma programação regular e diversificada. Valoriza-se, ainda, a articulação com entidades locais e agentes culturais, promovendo o desenvolvimento regional, a inovação e a intervenção ativa nas comunidades.

São ainda objetivos a promoção da mediação cultural, formação e inserção profissional, bem como a valorização contínua dos músicos. Procura-se, também, afirmar o património musical português, criar redes nacionais e internacionais com outras orquestras e contribuir para a inclusão social, a cidadania e o trabalho coletivo através da prática orquestral.

Fotos: DGArtes

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