É tempo delas. Meados de junho coincide com o auge da multiplicação de carraças nas zonas rurais, mas este ano os campos do Alentejo deparam-se com uma praga maior do que é habitual deste parasita, traduzido em perigo para a saúde pública.
O veterinário Nuno Sá Mendes explica-nos que o facto de o último inverno ter sido bastante chuvoso, seguido de uma “primavera temperada”, contribuiu para uma grande propagação da “vegetação e muitas ervas” favoráveis ao desenvolvimento das carraças.
O aumento da população de animais selvagens, caso dos javalis, raposas ou saca-rabos, também favoreceu a proliferação de carraças.
O fenómeno ganha especial incidência a partir destes dias e até final do verão, representando um risco para a saúde pública, segundo têm alertado as autoridades, acrescentando Nuno Sá Mendes que qualquer mordedura de carraça em humanos deverá ser sujeita a atenções redobradas, mas também os cães merecem cuidados mais minuciosos neste altura do ano.
Sugere que sejam feitas lavagens mais frequentes e que se coloquem coleiras desparasitantes que possam repelir estes parasitas.
Nos últimos anos médicos e investigadores têm insistido no perigo da designada febre escaro-nodular – conhecida como febre da carraça – aconselhando a quem andar no campo a inspecionar o próprio corpo e, sobretudo, as crianças, para se ter a certeza que não têm nenhuma carraça.
As autoridades aconselhem ainda a população a vestir roupas claras e calças para dentro das meias, sempre que se desloquem ao campo.
Mas caso alguém encontre algum parasita no corpo é recomendado que não entre em pânico, devendo pegar numa pinça, agarrar a cabeça da carraça, puxando muito devagar para que ela se solte por si própria. Mas muita atenção: Não torça a carraça quando a puxar com a pinça, para que não fique nenhum fragmento na pele. A seguir desinfete.

