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Alma e identidade! Festival de Fado de Estremoz já começou, um mês de emoções

A cidade de Estremoz voltou a encher-se de alma e tradição com o arranque da 5.ª edição do seu Festival de Fado, que teve início na tarde deste domingo, 3 de maio. O evento, já afirmado como um dos mais relevantes do género em Portugal e o maior no Alentejo, promete mais de um mês dedicado à canção que melhor expressa a identidade portuguesa.

O pontapé de saída coincidiu com o último dia da FIAPE – Feira Internacional de Agropecuária, criando um momento simbólico de ligação entre duas das maiores iniciativas culturais do concelho. A abertura fez-se com o “Dia dos Amadores”, onde dez fadistas subiram ao palco para partilhar a sua paixão pelo fado, num espetáculo marcado pela autenticidade e emoção.

Ao longo das próximas semanas, o festival vai percorrer não só a sede do concelho, mas também várias freguesias, levando o fado a diferentes públicos e territórios. A dimensão transfronteiriça do evento estende-se ainda a Badajoz, reforçando a projeção cultural da iniciativa.

O cartaz deste ano reúne nomes consagrados do panorama nacional, como Raquel Tavares, que sobe ao palco a 9 de maio, e Jorge Fernando e Fábia Rebordão, que protagonizam o espetáculo de encerramento, “A Nossa Guerra”, no dia 13 de junho.

Outro dos momentos mais aguardados é o espetáculo “Em Casa d’Amália”, marcado para 6 de junho, uma evocação da mítica Amália Rodrigues, figura maior do fado. A direção artística do festival está a cargo de José Gonçalez, que também integra a programação com atuações em várias localidades.

O festival destaca-se ainda pela forte aposta na descentralização cultural, com concertos programados em freguesias como São Bento do Ameixial, Glória, Arcos, Santa Vitória do Ameixial, Santo Bento do Cortiço, Evoramonte, Veiros, São Domingos e São Lourenço, aproximando o fado das comunidades locais.

Com entrada gratuita em todos os espetáculos, o Festival de Fado de Estremoz reforça o seu papel como um evento inclusivo e acessível, celebrando o fado como património vivo e expressão maior da cultura portuguesa.

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