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Alqueva com níveis de água elevados! Está a menos de 2 metros da cota máxima

A Barragem de Alqueva, a maior reserva estratégica de água da Europa, inicia o ano de 2026 com níveis de armazenamento muito positivos, consolidando o seu papel essencial na gestão hídrica da bacia do Guadiana e no desenvolvimento económico e social do Alentejo.

De acordo com os dados mais recentes, a albufeira de Alqueva armazena atualmente 3 624 hectómetros cúbicos de água, o que representa cerca de 87% da sua capacidade total, fixada em 4 150 000. A cota registada situa-se nos 150,02 metros, aproximando-se da cota de nível máximo de cheia, estabelecida nos 152,8 metros, um indicador claro da robustez das reservas neste início de ano e da Cota do nível de pleno armazenamento-152m.

Recorde-se que a última vez que a albufeira de Alqueva atingiu a sua cota máxima de 152 metros foi em janeiro de 2010, quando, após fortes precipitações e décadas de operação desde o seu enchimento inicial em 2002, a infraestrutura alcançou o seu nível pleno de armazenamento.

Este cenário favorável em Alqueva enquadra-se numa recuperação mais ampla das reservas hídricas a nível nacional. Informações do Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos revelam que, das 60 albufeiras monitorizadas em Portugal, 35 apresentam níveis superiores a 80% da sua capacidade, refletindo um período de maior estabilidade após anos marcados pela escassez.

No distrito de Beja, para além de Alqueva, destacam-se a albufeira de Alvito, com 84%, e Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo, com 76%. Já Santa Clara, em Odemira, mantém-se perto dos 58%, evidenciando uma situação mais moderada.

Apesar do panorama globalmente positivo, subsistem algumas situações de maior vulnerabilidade. Três albufeiras continuam abaixo dos 40% de armazenamento, com destaque para o Roxo, em Aljustrel, que se encontra nos 39%, e para o Monte da Rocha, em Ourique, que permanece como a albufeira com o nível mais baixo do país, com apenas 29% da sua capacidade.

Neste contexto, Alqueva afirma-se como um pilar fundamental da segurança hídrica nacional, garantindo abastecimento, apoio à agricultura, produção de energia e resiliência face às alterações climáticas, num Alentejo cada vez mais dependente de uma gestão sustentável da água.

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