O Alentejo está a viver uma transformação histórica. De acordo com o mais recente Anuário de Alqueva, o regadio já cobre mais de 130 mil hectares, consolidando este empreendimento como o maior projeto agrícola do país e um dos mais relevantes do sul da Europa. Mais do que uma infraestrutura hidráulica, Alqueva afirma-se hoje como um verdadeiro motor de desenvolvimento económico e social.
Os dados do Anuário de Alqueva revelam uma paisagem agrícola profundamente renovada. O olival domina agora a região, afirmando-se como a principal cultura instalada, seguido pelo amendoal, que continua em forte expansão. A vinha, o milho e diversas culturas hortícolas completam o quadro produtivo, com destaque crescente para produções de elevado valor acrescentado.
Esta diversificação estratégica não só reforça a competitividade da região, como posiciona o Alentejo na linha da frente da agricultura moderna europeia.
A diferença entre o regadio e o tradicional sequeiro é evidente. Segundo o Anuário de Alqueva, a produtividade das áreas regadas supera largamente a das explorações sem acesso a água, colocando o Alentejo entre as regiões mais eficientes da Europa no olival intensivo e no amendoal.
O crescimento do regadio tem reflexos claros na economia regional. O valor bruto da produção agrícola registou uma evolução significativa, impulsionado sobretudo pelas exportações de azeite, amêndoa e vinho, cuja presença em mercados internacionais continua a aumentar.
Alqueva assume, assim, um papel estratégico não apenas para o Alentejo, mas para a economia nacional, reforçando a balança comercial agrícola e projetando Portugal como produtor de excelência. Hoje, representa um modelo de desenvolvimento que conjuga eficiência hídrica, inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental.
Com mais de 130 mil hectares já abrangidos e potencial de crescimento contínuo, Alqueva consolida-se como símbolo de uma nova era para o Alentejo.

