José Prates, tem 65 anos e é um dos poucos amoladores/afiadores de tesouras que ainda resistem no tempo. Natural do concelho de Alandroal, o seu dia a dia é passado de terra a terra. Ao som da música própria que facilmente o denuncia, faz-se anunciar à boleia da sua bicicleta.
Os tempos já não são o que eram. Hoje já são poucos os clientes que saem à rua para afiar as suas tesouras ou as suas facas, uma atividade que antes era habitual.
José Prates começou a fazê-lo muito cedo. Logo que saiu da tropa. Aprendeu com o Pai e lamenta que esta seja uma arte que se está a perder. José Prates leva 4 euros por amolar uma tesoura. Caro ou barato? É discutível. José Prates entende que é pouco mas não se pode pedir mais às pessoas pois a falta de dinheiro é geral.
Apesar do esforço que a atividade lhe exige, José Prates vai “pedalando” na caminhada da sua vida, algo que fará até que as pernas aguentem.
Segue convicto de que quer amolar tesouras até ao momento em que o seu coração deixe de bater… uma forma de honrar a memória dos seus antepassados e a paixão que o encantou em novo e o acompanha agora, depois de velho.
O amolador, que antigamente também era reparador de sombrinhas, é um comerciante ambulante que se desloca numa bicicleta ou motocicleta para oferecer seus serviços de amolar facas, tesouras e outros instrumentos de corte. Modernamente, ao longo do século XX, os amoladores ambulantes foram dando lugar aos estabelecidos em comércios. Estes estabelecimentos têm a dupla função de lugar de trabalho para o amolador de ferramentas de corte e de ponto de venda das mesmas.

