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Antiga moagem em Viana do Alentejo ‘renasce’ como hotel de inspiração industrial

Antiga moagem em Viana do Alentejo ‘renasce’ como hotel de inspiração industrial

Viana do Alentejo, Évora, 25 jun 2025 (Lusa) – O edifício de uma antiga moagem em Viana do Alentejo, no distrito de Évora, foi recuperado e convertido numa unidade turística, de arquitetura industrial, num investimento de cerca de 3,5 milhões de euros, com apoio de fundos comunitários.

Em comunicado, a Mainside Investments, promotora do hotel, explicou que o Moagem – Industrial Lodge já se encontra aberto a hóspedes e “propõe um conceito diferenciador em Portugal”.

“Um alojamento verdadeiramente industrial, instalado num antigo edifício fabril e desenhado para quem procura autenticidade, design e uma nova forma de viver o território”, disse a mesma entidade.

Contactada pela agência Lusa, fonte do promotor revelou hoje que a recuperação do edifício e criação da unidade turística envolveu um investimento de cerca de 3,5 milhões de euros, com financiamento comunitário.

O alojamento combina “arquitetura industrial” e “design apurado”, oferecendo aos clientes 17 quartos, alguns deles com varandas, outros suítes familiares em cápsulas modulares ou ‘penthouses’.

Restaurante com cozinha aberta centrada no fogo e uma zona de ‘wellness’ com piscina interior aquecida, sauna, banho turco e solário são outras das valências da unidade turística.

Ao fazer ‘renascer’ uma antiga moagem, o hotel “representa uma reinterpretação cuidada dos antigos Moinhos de Santo António, edifício marcante na história de Viana do Alentejo”, salientou a Mainside Investments.

O projeto, disse, “preservou equipamentos industriais e materiais como o ferro, a pedra e a madeira, integrando-os numa linguagem arquitetónica coerente, onde o passado é respeitado e ativado por soluções contemporâneas”. 

“O objetivo foi claro desde o início: criar um espaço com identidade, que dialogasse com a paisagem e com o tempo, sem nunca comprometer o conforto”, argumentou a entidade promotora. 

Citada no comunicado, Joana Gomes, coordenadora de projetos de hotelaria da Mainside Investments, assumiu que o grupo não pretendia “simplesmente abrir mais um hotel no Alentejo”. 

“O que nos moveu foi a vontade de prolongar a história deste edifício, respeitando a sua identidade e trazendo-o para o presente com sobriedade e propósito”, argumentou. 

O Moagem resulta, pois, “de uma intervenção contida, onde cada escolha, da arquitetura aos materiais, procura criar uma ligação autêntica entre o espaço, a paisagem e quem nos visita”, frisou Joana Gomes.

O restaurante é liderado pelo ‘chef’ Pedro Dias e, no centro da sala, “uma monumental chaminé de sete metros dá forma a uma cozinha aberta onde o fogo comanda”, pode ler-se no comunicado.

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