A apicultura no Alto Alentejo enfrenta um período crítico, com os produtores de mel a experienciar um dos anos mais difíceis de sempre. O setor, já em 2023, viu a sua produção severamente afetada pelas condições climáticas adversas e pela crescente ameaça da vespa asiática. Os apicultores da região, conhecidos por produzirem um dos melhores méis de rosmaninho através de métodos totalmente biológicos, estão agora numa situação de incerteza e apreensão.
Nos últimos anos, períodos prolongados de seca têm resultado em produções quase inexistentes, deixando os apicultores dependentes de um 2024 de retoma. Contudo, a falta de apoios governamentais e as constantes alterações climáticas continuam a colocar a atividade em risco.
Sem medidas eficazes de proteção, a apicultura, uma prática ancestral e vital para a biodiversidade da região, pode vir a desaparecer num futuro próximo.

