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Arcebispo de Évora apela à paz, entrega e esperança na Mensagem de Ano Novo 2026

Na sua Mensagem de Ano Novo 2026, o Arcebispo de Évora dirigiu-se a toda a Diocese — padres, diáconos, consagrados, seminaristas, famílias, jovens e pessoas de boa vontade — deixando uma reflexão profundamente espiritual, marcada pelo apelo à paz, à responsabilidade humana e à renovação interior, num tempo de grandes desafios para o mundo.

A mensagem foi divulgada no dia 1 de janeiro, data em que a Igreja celebra a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, que coincide com a Oitava do Natal. O Arcebispo recorda que esta solenidade reafirma o núcleo da fé cristã: Maria como Theotokos, Mãe de Deus, por ter dado à luz Jesus Cristo, verdadeiro Homem e verdadeiro Deus. Uma celebração que une a dimensão mariana à centralidade de Cristo na vida da Igreja.

Ao evocar o mistério do Natal, o Prelado sublinhou a humanização de Deus e a divinização do Homem, lembrando que o nascimento de Jesus é um apelo claro à entrega total e sem reservas. O Arcebispo alertou ainda que o sofrimento e o mal que persistem no mundo não resultam da ausência de Deus, mas muitas vezes da recusa humana em acolher o outro, traçando um paralelismo com a falta de lugar para a Sagrada Família em Belém. “A negação de qualquer ser humano é a recusa de Jesus Cristo”, frisou.

Um dos pontos centrais da mensagem foi o Dia Mundial da Paz, celebrado pela Igreja no primeiro dia do ano desde o pontificado de São Paulo VI. Para 2026, o Papa Leão XIV propôs como tema: “A Paz esteja com todos vós – Rumo a uma paz desarmada e desarmante”. O Arcebispo de Évora destacou a atualidade e a coragem desta proposta, num contexto internacional marcado por conflitos armados e por uma crescente aposta no armamento.

Numa reflexão crítica e pastoral, questionou a lógica da corrida ao armamento, sublinhando que a paz não se constrói através da indústria bélica, mas nasce no coração humano e é alimentada por gestos concretos de diálogo, diplomacia e reconciliação. Alinhando-se com o Santo Padre, defendeu que uma paz desarmada e desarmante é um caminho profético, ainda que vá contra a corrente dominante.

Recordando palavras de anteriores Papas, o Arcebispo reafirmou que a guerra é sempre uma derrota, apelando aos responsáveis políticos e aos “grandes deste mundo” para que aprendam com a História e assumam a coragem de escolher caminhos de paz duradoura.

A terminar, deixou votos de um Ano Novo próspero, abençoado e fecundo, garantindo uma oração especial pelas crianças, jovens, famílias, idosos, doentes e pessoas que vivem na solidão. A mensagem conclui com um desejo simples e profundo para 2026: “Bom Ano, com Saúde, Paz e Bem.”

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