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ASAE acompanha retirada preventiva de fórmulas infantis por possível presença de toxina

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou a retirada preventiva voluntária de lotes específicos de fórmulas infantis das marcas NAN e Alfamino Júnior, na sequência de uma notificação da Nestlé Portugal. A medida surge devido à deteção potencial de cereulida, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, numa matéria-prima utilizada na produção.

Segundo a ASAE, trata-se de uma ação estritamente preventiva e proativa, não havendo, até ao momento, qualquer registo de casos de doença associados ao consumo destes produtos. A autoridade sublinha que está a acompanhar de perto todo o processo de recolha, garantindo que é eficaz, rastreável e que salvaguarda a saúde pública.

Os lotes afetados incluem produtos das gamas NAN (AR, Sem Lactose, TOTAL, OPTIPRO, SUPREMEPRO e PreNAN) e Alfamino Júnior. A lista completa e atualizada dos lotes pode ser consultada no site oficial da Nestlé, através do link disponibilizado para verificação do número de lote.

No que diz respeito aos operadores económicos, como retalhistas e distribuidores, a ASAE determina a retirada imediata da venda de todos os lotes identificados, a sua segregação e o contacto com a Nestlé Portugal para instruções de devolução, em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 178/2002.

Aos consumidores, em particular pais e cuidadores, é recomendado que verifiquem o número de lote na base da lata. Caso o lote não conste da lista oficial, o produto é considerado seguro. Se coincidir, deve ser imediatamente suspenso o seu uso e contactada a Nestlé Portugal para efeitos de reembolso, através da linha gratuita ou do formulário online. A ASAE esclarece ainda que, na ausência de sintomas após o consumo, não há motivo para alarme. No entanto, caso surjam sinais como vómitos intensos, diarreia ou sonolência — que podem manifestar-se entre 30 minutos e 6 horas após a ingestão — deve ser procurada assistência médica.

A operação está a ser acompanhada em articulação com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e enquadra-se nos princípios de comunicação do risco definidos pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), privilegiando a transparência e a proteção dos grupos mais vulneráveis, nomeadamente os lactentes.

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