Foi assinado na manhã desta sexta-feira, 20 de março, em Évora, o protocolo que viabiliza a construção das infraestruturas indispensáveis ao funcionamento do futuro Hospital Central do Alentejo. O protocolo agora formalizado prevê a execução de acessos rodoviários, redes de abastecimento de água e saneamento, bem como ligações elétricas, num investimento global de cerca de 13,3 milhões de euros. A responsabilidade pela execução das infraestruturas caberá ao Município de Évora, sendo o financiamento assegurado pela ULSAC.
O protocolo contou com as assinaturas de Carlos Mateus Gomes, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC), André Trindade, presidente do Conselho Diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Carlos Zorrinho, presidente do Município de Évora, e Ricardo Pinheiro, presidente da CCDR Alentejo e da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Este acordo é considerado um passo decisivo para assegurar as condições necessárias ao pleno funcionamento da nova unidade hospitalar, reforçando a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região do Alentejo.
Na sua intervenção, a ministra da Saúde sublinhou a importância do momento: “A assinatura deste protocolo é um passo determinante na concretização deste hospital. Atualmente a obra encontra-se em cerca de 80% concluída e está prevista a sua finalização em junho de 2027, o que quer dizer que estamos em fase de acabamentos”, afirmou.
Em declarações aos jornalistas, Ana Paula Martins destacou a complexidade do processo, referindo que “foi um processo muito complicado sobretudo para a quase extinta ARS do Alentejo, que tinha o encargo desta obra e que, pela extinção, acabou por ter um momento de grande incapacidade resolutiva”.
A ministra reforçou ainda o papel estratégico da nova unidade no contexto nacional, e sublinhou que “o trabalho é feito em rede, e da mesma maneira que doentes da região do Alentejo são encaminhados para hospitais na área metropolitana de Lisboa, também outros doentes de outros pontos do país poderão ser encaminhados para este hospital, que terá centros de referência nacional e internacional, podendo aliviar várias unidades hospitalares”.
“Seguramente este hospital estará terminado até ao final do ano de 2027 e até meados do mesmo ano toda a infraestrutura estará concluída, seguindo-se os licenciamentos e testes necessários, que num hospital desta dimensão exigem pelo menos seis meses”, afirmou, revelando que “houve uma visita da Comissão Europeia, que está confortável com o avanço do projeto e confiante de que vamos cumprir”.
A nova unidade irá servir diretamente cerca de 150 mil habitantes do distrito de Évora e aproximadamente 440 mil pessoas em toda a região do Alentejo, funcionando em articulação com os hospitais de Beja, Portalegre, Elvas e do Litoral Alentejano. O hospital contará com mais de 30 especialidades médicas, tecnologia de diagnóstico e tratamento de última geração, 457 camas de internamento, 11 salas operatórias e 43 postos de recobro, assumindo-se como uma infraestrutura estruturante para o reforço dos cuidados de saúde na região.
A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias:
























