O desabafo foi assumido pelo presidente da Câmara de Viana do Alentejo. Luís Miguel Duarte confessava assim a sua emoção, enquanto ganhava fôlego para falar à reportagem da Rádio Campanário, após a chegada da Romaria a Cavalo ao Santuário de Nossa Senhora d´Aires.
“Até tenho que respirar um bocadinho por causa da emoção. Isto é uma tradição que nos enche de orgulho. Toda esta gente, estas famílias que aqui se juntam. Estou muito orgulhoso”, assumiu o autarca, que surgiu entre os romeiros montado num cavalo branco e trajado a rigor. Nem lhe faltou o alforge com várias alusões a detalhes que distinguem o Alentejo.
Afinal, se é para participar na tradição que seja com tudo a que essa tradição tem direito, assumia Luís Miguel Duarte, quase uma hora depois dos primeiros cavalos terem chegado à Senhora d´Aires. Mas o fim da “cavalgada” mais célebre da região ainda havia de demorar mais uns minutos.

Nunca tal tinha acontecido, tratando-se de um verdadeiro recorde o número de participantes que integraram a 23ª edição da Romaria a Cavalo entre a Moita e Viana do Alentejo, num total de 170 quilómetros, por caminhos de terra batida, seguindo a comitiva o carro andor, que transportou a imagem de Nossa Senhora da Boa Viagem, para se juntar à imagem de Nossa Senhora d´Aires.
À partida estavam inscritos cerca de 400 cavaleiros, mais cem do que no ano passado, mas a chegada fez-se com cerca do dobro de cavalos, podendo atingir os 800 participantes, segundo admitiu Luís Miguel Duarte. O carro andor chegou por volta das 19.00 horas e já se aproximavam as 20.00 quando os últimos cavalos entraram no Santuário.


