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Autarca de Estremoz aponta como prioridade intervenção na pedreira do cemitério, a única em situação crítica

A estabilização da pedreira situada junto ao cemitério de Estremoz será precedida por um conjunto de estudos destinados a determinar o estado do terreno e o nível de risco existente. A garantia foi deixada por José Daniel Sadio, em declarações aos jornalistas no final da reunião que juntou à mesma mesa os autarcas da Zona dos Mármores, representantes de várias entidades ligadas ao setor e o secretário de Estado, depois de uma visita de trabalho dedicada às pedreiras classificadas como críticas.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Estremoz, esta exploração continua a ser o único ponto do concelho integrado no plano nacional de intervenção, devido à necessidade de estabilizar um talude que apresenta problemas de segurança. “Temos problemas com a pedreira do cemitério. Há ali um trabalho de estabilização de um talude que tem de ser feito.”

Antes de qualquer obra, será efetuada uma campanha de sondagens para recolher informação sobre o subsolo e avaliar a perigosidade da área, permitindo definir a solução técnica mais adequada. “Está a dar início aos trabalhos de sondagem e de avaliação do risco existente, para que, no mais curto espaço de tempo, possa avançar com os trabalhos para estabilizar.”

José Daniel Sadio explicou que esta intervenção não visa apenas eliminar um risco potencial para pessoas e bens. O objetivo passa também por devolver condições de segurança à empresa que continua a explorar aquela pedreira e cuja atividade, segundo afirmou, tem sido condicionada pela situação existente.

“Resolver o problema dos taludes e também resolver o problema do explorador que lá está e que tem sido, de alguma forma, prejudicado pelo facto de não ter as condições de segurança necessárias.”

O Edil confirmou que a pedreira junto ao cemitério é o único caso considerado crítico em Estremoz.

No final do encontro, José Daniel Sadio valorizou ainda a presença das entidades governamentais e técnicas no terreno, considerando que o contacto direto com a realidade facilita a compreensão dos problemas e aproxima as decisões das necessidades locais.”É muito importante este trabalho de proximidade, perceber as realidades e também ser confrontado com os problemas emergentes nesta área e neste setor.”

Sem avançar calendários para a execução das obras nem valores para os estudos ou para a futura intervenção, o presidente da Câmara considerou, ainda assim, que a iniciativa representou um passo importante no acompanhamento do processo. “Foi uma jornada positiva, um bom dia de trabalho. Mais reuniões vão seguir.”

A definição da solução para a pedreira dependerá agora dos resultados das sondagens e da avaliação geotécnica, que irão determinar a dimensão da intervenção necessária para garantir a estabilidade do talude e reforçar as condições de segurança no local.

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