A Barragem do pisão foi excluída do finaciamento do Plano de Recuperação e Resiliência perdendo assim o valor de 141 milhões de euros.
A notícia foi avançada pelo Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, aos deputados na Comissão eventual de acompanhamento da execução do PRR e PT2030, noticia o ECO.
De acordo com a informação avançada pelo Governante, esta perda de financiamento faz parte de um montante total de 224,4 milhões de euros retirados ao nível da gestão hídrica . O secretário de Estado adiantou ainda, de acordo com a mesma fonte, que a Barragem do Pisão, projeto de extrema relevância por o Alentejo e há várias décadas desejada pelas populações, “chegou a estar toda faseada para se ver qual a parte que se conseguia ir até junho de 2026” realçando que a exigência de uma declarção DNSH, possível só após aconclusão do projeto, “inviabilizou o que quer que fosse nos faseamentos.
A CIMAA, Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, promotora do projeto, já se pronunciou sobre esta questão. Em declarações à Agência Lusa diz “ter sido surpreendida” ainda assim acredita que “rapidamente serão comunicadas pelo Governo as fontes de financiamento para o projeto do Pisão.” Hugo Hilário, Presidente da CIMAA, já solicitou uma reunião ao Governo .
O próprio Secretário de estado, na mesma audição, garantiu que é pretensão do Governo concretizar todos os “projetos que são estruturantes para o país” aludindo a que, não sendo os mesmos financiados pelo PRR, irão surgir outras formas de financiamento.
O Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, conhecido como Barragem do Pisão, visa assegurar uma solução integrada que garanta, de forma sustentada, o abastecimento público de água, o estabelecimento de uma nova área de regadio e a produção de energia a partir de fontes renováveis.
Além da barragem, o projeto – gerido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) – inclui a construção de uma central fotovoltaica flutuante, de 150 megawatts, assim como uma central mini-hídrica e canais da estrutura de regadio para a agricultura e sistema de abastecimento público de água.
Reivindicação histórica da região, a barragem vai garantir o abastecimento de água às populações dos concelhos de Alter do Chão, Avis, Crato, Fronteira, Gavião, Nisa, Ponte de Sor e Sousel, num total de cerca de 55 mil pessoas, e permitirá regar cerca de 5500 hectares.

