Os nascimentos ocorridos em plena berma da estrada ou no interior de ambulâncias estão a tornar-se cada vez mais frequentes no Litoral Alentejano, fenómeno que preocupa residentes e entidades locais. A falta de uma maternidade na região obriga grávidas a percorrer mais de 100 quilómetros até Beja ou Setúbal — deslocações longas que, em situações de urgência, acabam por resultar em partos fora de unidades hospitalares.
A contestação intensificou-se perante a intenção do Governo de encerrar maternidades como as dos hospitais de São Bernardo, em Setúbal, e Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro. Utentes e movimentos locais defendem que, em vez de fechar serviços, é urgente reforçar a rede existente e criar novas respostas.
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Santiago do Cacém e o Núcleo local do Movimento Democrático de Mulheres exigem a construção de uma maternidade no Hospital do Litoral Alentejano, afirmando que a situação atual “não é admissível” e coloca em risco mães e bebés.
Para discutir o tema, estas entidades promovem no próximo dia 13 de dezembro, às 14h30, um debate público na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém. O encontro contará com a participação do Dr. André Gomes, presidente do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, além de dirigentes nacionais do Movimento Democrático de Mulheres.

