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Beja e Portalegre registam decréscimo nas insolvências no arranque de 2026

O número de insolvências em Portugal registou um aumento expressivo no mês de janeiro de 2026, com um crescimento de 29% face ao período homólogo do ano passado. No total, foram contabilizadas 407 empresas insolventes, o valor mais elevado dos últimos três anos, contudo, apesar da tendência nacional de agravamento, o Alentejo destaca-se como uma das regiões onde se verifica um comportamento inverso, com descidas relevantes nos distritos que compõem a região.

Os distritos de Beja e Portalegre registaram uma diminuição de 50% no número de insolvências em janeiro, colocando o Alentejo entre as zonas do país com melhor desempenho neste indicador. Esta evolução contrasta com distritos como Porto e Lisboa, que concentram o maior número de insolvências a nível nacional, ou com regiões como a Madeira, que apresentou um aumento muito expressivo.

No plano nacional, o crescimento das insolvências resulta sobretudo do aumento dos processos requeridos por terceiros, que subiram 46%, bem como das declarações apresentadas pelas próprias empresas, que cresceram 16%. Também os encerramentos com plano de insolvência aumentaram, ainda que em números absolutos mais reduzidos.

Por setores, os maiores crescimentos no primeiro mês do ano são: Hotelaria e Restauração (+100%); Comércio por Grosso (+45%); Outros Serviços (+41%) e Comércio a Retalho (+33%). Os setores com decréscimos são: Indústria Extrativa (-50%) e Agricultura, Caça e Pesca (-11%).

As constituições de empresas no primeiro mês do ano passaram de 5.401 em 2025 para 4.161 em 2026, menos 1.240 empresas em termos homólogos (-23%).

O número mais significativo de constituições regista-se em Lisboa, com 1.289 novas empresas (-20% face a 2025) e no Porto, com 678 novas constituições (-24%).

Nenhum distrito apresenta acréscimo na constituição de novas empresas em janeiro de 2026 face ao período homólogo do ano passado e as maiores descidas em termos percentuais registam-se em: Ponta Delgada (-44%); Bragança (-44%); Angra do Heroísmo (-38%); Vila Real (-37%); Madeira (-36%); Viana do Castelo (-33%) e Beja (-33%). Por atividades, apenas o setor da Eletricidade, Gás, Água tem um crescimento face a 2025 (+75%). Os maiores decréscimos são sentidos nas áreas das Telecomunicações (-75%), Agricultura, Caça e Pesca (-42%), na Hotelaria e Restauração (-38%), Comércio a Retalho (-37%) e Transportes (-36%).

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