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Bienal Internacional do Alentejo cresce e leva estudantes para o centro da criação artística

A ARTMOZ – Associação Cultural de Estremoz, entidade responsável pela organização da Bienal Internacional do Alentejo (BIALE), e a Escola Superior de Tecnologia, Gestão e Design do Instituto Politécnico de Portalegre (ESTGD-IPP) formalizaram um protocolo de colaboração que visa aproximar os estudantes da realidade profissional e facilitar a sua integração no mercado de trabalho.

O acordo foi assinado por Carlos Godinho, presidente da ARTMOZ e diretor artístico da BIALE, Valentim Realinho, diretor da ESTGD-IPP, e Pedro Matos, coordenador dos trabalhos de seminário da Licenciatura em Design de Comunicação.

Em declarações à Rádio Campanário, Carlos Godinho destacou que o principal objetivo desta parceria passa por “aproximar as gerações mais novas da realidade e do mundo real”, proporcionando aos estudantes experiências práticas em contexto profissional.

Ao abrigo deste protocolo, a ARTMOZ acolherá um estudante da Licenciatura em Design de Comunicação da ESTGD-IPP, que terá a oportunidade de integrar a equipa responsável pela preparação da terceira edição da Bienal Internacional do Alentejo. Além de conhecer de perto as dinâmicas de funcionamento da associação, o estudante desenvolverá um projeto em contexto real de trabalho, assumindo a responsabilidade pela criação da imagem do catálogo da BIALE_27. A experiência permitirá ainda a aquisição de competências técnicas e profissionais fundamentais para a elaboração de um relatório com padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Já em fase de desenvolvimento, a edição de 2027 da Bienal Internacional do Alentejo será estruturada em torno de três grandes eixos estratégicos.

O primeiro vetor será a Arte, através da participação de artistas nacionais e internacionais e da realização de residências artísticas em quatro cidades alentejanas – Beja, Estremoz, Évora e Portalegre. O processo culminará numa mostra pública das obras produzidas, resultantes da imersão dos artistas no território e da sua interação com as comunidades locais.

O segundo eixo será o Ambiente, contemplando conferências, workshops e iniciativas de sensibilização junto de escolas, municípios e centros culturais. A sustentabilidade será igualmente uma preocupação central, com os artistas residentes a serem envolvidos na promoção de práticas ambientalmente responsáveis.

Por fim, a Ruralidade assumirá um papel de destaque, através da valorização dos elementos culturais identitários do Alentejo. A organização pretende incentivar a criação artística inspirada na herança histórica e cultural da região, desde o legado árabe até às expressões contemporâneas, promovendo exposições que cruzem tradição e inovação.

A ARTMOZ pretende consolidar a dimensão regional da Bienal, alargando a sua presença para além de Estremoz e reforçando a atividade em Beja, Évora e Portalegre, numa estratégia de expansão iniciada entre as edições de 2023 e 2025.

Recorde-se que a última edição já marcou uma nova etapa na história do evento, ao ultrapassar os limites do Parque de Feiras e Exposições de Estremoz e integrar espaços de referência como o Museu Berardo Estremoz, o Centro de Ciência Viva e a Adega Vila Santa – João Portugal Ramos.

As expectativas para a edição de 2027 são elevadas. Carlos Godinho considera que a BIALE alcançou já “uma identidade e uma marca”, fatores que sustentam o crescimento contínuo do projeto.

Seis anos após o nascimento da iniciativa, o responsável faz um balanço claramente positivo, classificando a Bienal como uma “aposta ganha” e defendendo que existe cada vez mais espaço para a arte no Alentejo.

A nova parceria com o Instituto Politécnico de Portalegre surge, assim, como mais um passo na afirmação da BIALE enquanto projeto cultural de referência, capaz de unir formação, criação artística e desenvolvimento regional numa mesma visão de futuro.

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