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Calipolense cria a Rafael Canhoto Cup para homenagear décadas de dedicação de “figura incontornável” do clube

O Calipolense, no próximo dia 18 de setembro, vai homenagear em vida uma das figuras mais ligadas ao clube nos últimos anos. A primeira edição da Rafael Canhoto Cup realiza-se a partir das 21h30, no Campo de Jogos João Figueiredo, em Vila Viçosa, reunindo as equipas de Sub-15 do Calipolense, Redondense e CF Estremoz.

Mais do que um torneio de futebol, a iniciativa pretende ser um momento de convívio, amizade e celebração, mas sobretudo de reconhecimento pelo percurso e pela dedicação de Rafael Canhoto ao clube e à formação de várias gerações de jovens jogadores.

Para o presidente do Calipolense, João Talhinhas, a homenagem pretende reconhecer uma pessoa que teve um papel de grande importância na história recente do clube e explicou que “o Rafael Canhoto é uma pessoa muito influente no clube, foi diretor durante muitos anos e quis agora abandonar esse cargo, também devido à idade.”

João Talhinhas destaca a dedicação de Rafael Canhoto ao emblema de Vila Viçosa, lembrando que, ao longo dos anos, “sempre deu o máximo, muitas vezes dava demais pelo clube”, e salienta o papel que desempenhou, juntamente com outros dirigentes, na aproximação dos jovens ao futebol.

“Conseguiu cativar muitos jovens a jogar futebol”, sublinha o dirigente, defendendo que este tipo de reconhecimento deve acontecer enquanto as pessoas podem recebê-lo. “As homenagens são para ser feitas quando as pessoas estão vivas, não quando já cá não estão”, afirma, considerando que a distinção a Rafael Canhoto é “uma homenagem que o clube tem mesmo que prestar” a uma personalidade com um percurso tão marcante.

A influência de Rafael Canhoto, segundo João Talhinhas, não se limitou ao Calipolense, o dirigente recorda a forma como o homenageado acompanhou e apoiou muitos jovens que passaram pelo clube e que hoje, já adultos, continuam a guardar por ele uma enorme estima.

“Abraçou muitos jovens quando jogavam futebol”, refere, acrescentando que Rafael Canhoto deu muito “não só pelo clube, como por Vila Viçosa e pelo futebol em Évora”. “Foi uma pessoa que toda a gente aqui no distrito conhece”, salienta.

Essa ligação a várias gerações é, precisamente, um dos motivos que fazem desta primeira edição da Rafael Canhoto Cup um momento especial para o Calipolense.

A realização da primeira edição não deverá ficar por aqui. De acordo com João Talhinhas, a intenção do Calipolense é transformar a homenagem num momento anual, realizado no início de cada época desportiva e destacou que “esta homenagem vai ser sempre feita todos os anos, desta vez calhou o escalão de iniciados”.

O escalão poderá, contudo, mudar de ano para ano. “Para o ano poderá ser outro escalão, os infantis, traquinas, logo vamos decidir essa parte”, adianta o presidente, garantindo que se trata de “uma homenagem que vai continuar a ser feita durante, pelo menos, que o Calipolense queira”.

A ideia é, assim, criar uma iniciativa que atravesse gerações e que mantenha vivo o reconhecimento pelo contributo de Rafael Canhoto para o clube.

A primeira edição conta com três equipas — Calipolense, Redondense e Estremoz — num formato triangular, opção justificada pelo facto de estar em causa o futebol de 11 e de o tempo disponível ser limitado. “Quando é futebol 11, é sempre mais complicado fazer mais jogos do que num triangular, o tempo é escasso”, explica João Talhinhas.

O formato poderá ser diferente em futuras edições, dependendo do escalão escolhido. Em escalões mais jovens, como os Benjamins, o facto de se jogar futebol de sete poderá permitir a participação de um maior número de equipas. “Dividindo o campo, já se pode aumentar o número de equipas, por exemplo, para seis ou para nove”, exemplifica. A prioridade, contudo, será manter o espírito da iniciativa e a homenagem que lhe está na origem.

Para João Talhinhas, o essencial da Rafael Canhoto Cup está muito além da competição dentro das quatro linhas e destacou que “há que dar valor a quem dá tudo por um clube”, acrescentando que “o Rafael Canhoto deu muito ao clube, e claro que o clube tem que dar ao Rafael Canhoto essa homenagem”.

O presidente do Calipolense considera fundamental reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo de décadas e deixar esse reconhecimento expresso enquanto o homenageado está presente. “Quando estamos vivos é que é de nos homenagearem”, reforça.

Quanto à ligação do homenageado ao Calipolense, João Talhinhas aponta para um percurso de cerca de 30 anos ligado ao clube.

A 1.ª Rafael Canhoto Cup surge, assim, como uma forma de juntar o presente e a memória de várias gerações do Calipolense, celebrando uma pessoa que, ao longo de décadas, ajudou a construir a história do clube e a aproximar muitos jovens do futebol.

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