A Câmara de Serpa, no distrito de Beja, tem em curso uma auditoria externa a 14 áreas do município devido a “um conjunto de fragilidades” identificadas na atuação dos serviços, foi hoje anunciado.
“Esta auditoria permitirá identificar com clareza o que precisa de ser melhorado e estabelecer um caminho de reorganização que garanta maior eficiência e qualidade no serviço prestado à população”, anunciou hoje a autarquia, num comunicado assinado pelo presidente, Francisco Picareta (PS).
A auditoria já está “em curso” e a ser realizada por uma empresa externa, abrangendo 14 áreas transversais de atuação da câmara, disse o município, precisando que os trabalhos vão durar nove semanas.
“A iniciativa visa realizar uma análise independente, sistemática e documentada da atuação dos serviços municipais, avaliando procedimentos, práticas de gestão e mecanismos de funcionamento”, explicou a autarquia.
De acordo com o comunicado, a decisão foi tomada “na sequência da tomada de posse do novo executivo municipal” e depois de ter sido “identificado um conjunto de fragilidades ao nível da organização dos serviços e da resposta que é prestada ao cidadão”.
Desta forma, a fiscalização vai permitir “uma avaliação rigorosa e estruturada”, assim como “conhecer com maior detalhe a realidade interna da organização e definir intervenções de melhoria”.
“A auditoria permitirá identificar oportunidades de melhoria, reforçar a eficiência organizacional e promover uma gestão municipal mais transparente, rigorosa e orientada para resultados”, lê-se na nota.
Para Francisco Picareta, “uma administração pública moderna exige capacidade de avaliação, controlo interno, conformidade legal e procedimental, transparência e melhoria contínua”.
“O nosso objetivo é reforçar a qualidade dos serviços municipais e garantir que a câmara responde de forma cada vez mais eficaz às necessidades dos cidadãos”, justificou o autarca.
Francisco Picareta cumpre o seu primeiro mandato, após o PS, nas eleições autárquicas do ano passado, ter conquistado a Câmara de Serpa à CDU, coligação liderada pelo PCP, partido que sempre tinha governado este município desde as primeiras eleições democráticas, em 1976.

