Intervenções de requalificação no centro histórico e na rede de abastecimento de água são apostas para este ano da Câmara de Estremoz, distrito de Évora, que conta com um orçamento superior a 26,1 milhões de euros.
“O orçamento responde às necessidades identificadas, às prioridades partilhadas e aos desafios emergentes. Trata-se de um orçamento responsável, equilibrado e exequível, mas simultaneamente mobilizador e orientado para o futuro”, disse hoje à agência Lusa o presidente do município, José Daniel Sádio (PS).
Segundo o autarca, o orçamento para este ano é de 26.147.775 euros, o que “equivale a um acréscimo da dotação orçamental na ordem dos 950 mil euros comparativamente a 2025”, quando o orçamento foi de 25.201.105 euros.
Esta diferença “representa uma taxa de crescimento de 4% face ao orçamento do ano transato”, indicou.
As Grandes Opções do Plano (GOP) e Orçamento para 2026 foram aprovados por maioria em reunião camarária, com quatro votos a favor do PS e três abstenções, duas do MIETZ – Movimento Independente por Estremoz e uma da coligação PSD/CDS-PP.
Os documentos previsionais também passaram por maioria na assembleia municipal, recebendo 18 votos a favor – 12 do PS, dois do MIETZ e os restantes de presidentes de juntas de freguesia eleitos por movimentos independentes – e 12 abstenções (do MIETZ, do PSD, Chega, CDS e CDU – coligação PCP/PEV).
De acordo com o presidente da câmara, que disse pretender neste novo mandato “consolidar o trabalho iniciado” nos quatro anos anteriores, “a primeira grande prioridade deste orçamento” é “a melhoria e modernização da rede de abastecimento de água”, que considerou “estruturante e inadiável”.
Também o centro histórico de Estremoz, “uma marca identitária do concelho, um ativo cultural, social e económico e um motor de dinamização turística”, vai merecer atenção especial, num ano “de profunda transformação e decisivo na sua requalificação e valorização”.
José Daniel Sádio aludiu, a título de exemplo, à reconstrução do Muro da Rua dos Fidalgos, à construção do novo Miradouro da Serra D’ Ossa, à requalificação da entrada do Arco da Porta de Santarém ou à conservação e valorização do Baluarte em frente à Igreja de Santiago.
“A par destas intervenções no centro histórico, será também uma prioridade em 2026 a conclusão da requalificação da Mata Municipal”, indicou, apontando ainda o desenvolvimento e a concretização de projetos e obras noutras áreas de atuação da câmara municipal.
A despesa corrente do orçamento deste ano “mantém-se nos 76% do total do orçamento, perfazendo os 19.885.180 euros, o equivalente a um aumento na ordem dos 804 mil euros”, em comparação com o de 2025, especificou a autarquia.
No que se refere à despesa de capital, a câmara disse estimar uma execução de 6.292.595 euros (24% do orçamento) e, para a conclusão dos investimentos em curso e resposta aos novos desafios de investimento, foram orçamentados na aquisição de bens de capital 5.566.139 euros (19% do orçamento).
Em termos de impostos municipais, o valor da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para prédios urbanos mantém-se no mínimo legal de 0,3% (o máximo pode ir aos 0,45%, ou 0,50% em alguns casos).
A Derrama mantém-se nos 1,25% e a taxa de participação do município no Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS), que por lei pode ir até 5%, passa a ser de 2,5%, contra os 3% do ano passado.

