A Câmara Municipal de Évora e a Agência Portuguesa do Ambiente celebraram um protocolo de cooperação técnica e financeira para a reabilitação de várias linhas de água no concelho. Integrada no projeto nacional “Água que Une – PRORIOS 2030”, a iniciativa representa um investimento de cerca de 126 mil euros e abrange mais de 4,5 quilómetros da rede hidrográfica local.
O objetivo passa por dar resposta a problemas como o assoreamento, a presença de espécies invasoras e o risco de cheias em meio urbano, podendo beneficiar diretamente cerca de 46 mil habitantes. As intervenções vão decorrer em diversas freguesias, incluindo São Manços, São Vicente do Pigeiro, São Miguel de Machede, Canaviais, Bacelo, Malagueira, Horta das Figueiras, Tourega, Guadalupe e São Sebastião da Giesteira, abrangendo ribeiras como as de São Manços, Bicas, Clérigos, Valverde e Cabaços, bem como zonas próximas do rio Xarrama.
A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, enquadrou esta intervenção no programa nacional Pro-Rios, desenvolvido em parceria com os municípios, sublinhando que o objetivo é “renaturalizar os rios” e “dar espaço aos rios”, conciliando a valorização ambiental com a prevenção de cheias. A governante destacou que estas ações passam pela limpeza, desobstrução e manutenção das linhas de água, sendo particularmente importantes no caso das ribeiras, que podem originar cheias no inverno e secar no verão.
Segundo a ministra, trata-se de um programa de âmbito nacional, atualmente em consulta pública, embora muitas das intervenções já estejam em curso no terreno em diferentes regiões do país.
Também o presidente da autarquia, Carlos Zorrinho, garantiu a continuidade do trabalho, referindo que a divisão de Ambiente do município, em articulação com a APA, tem vindo a desenvolver projetos que asseguram a monitorização e o controlo das ribeiras.
Os trabalhos previstos incluem a recuperação da vegetação ribeirinha, o controlo de espécies invasoras, a limpeza e desobstrução dos leitos e a remoção de sedimentos acumulados. Estas medidas visam melhorar o estado ecológico das linhas de água, aumentar a capacidade de escoamento e reduzir o risco de inundações, ao mesmo tempo que contribuem para a valorização ambiental e paisagística do território.
De acordo com o protocolo, a execução das intervenções ficará a cargo do município, cabendo à APA o acompanhamento técnico e a monitorização dos trabalhos. Está ainda prevista a apresentação de relatórios de progresso e de um relatório final até dezembro de 2026, mantendo-se o acordo em vigor até fevereiro de 2027.
A iniciativa integra um programa mais amplo de reabilitação de rios e ribeiras, que aposta na gestão sustentável dos recursos hídricos e na recuperação dos ecossistemas ribeirinhos, reforçando também a resiliência do território face a fenómenos climáticos extremos.
A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias:






