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Campo Maior volta a florir em 2026 com o regresso das festas que “nascem” do povo

As Festas do Povo de Campo Maior vão regressar em 2026, num momento considerado histórico para a vila alentejana, marcado pela primeira edição após o reconhecimento como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. O anúncio foi feito na tarde deste domingo, 11 de janeiro, no Centro Cultural de Campo Maior.

Nesta apresentação estiveram presentes várias entidades, entre as quais Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Luís Rosinha, presidente da Câmara Municipal de Campo Maior e João Manuel Nabeiro, presidente da Associação das Festas do Povo de Campo Maior.

Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, destacou o valor imaterial das festas, afirmando que “estes ativos não há dinheiro que pague nem que compre”, garantindo ainda “o apoio do Turismo de Portugal”, assumindo o compromisso de estar “ao lado deste evento de dimensão nacional e internacional”. Segundo o secretário de Estado, as Festas do Povo, que atraem cerca de meio milhão de visitantes, têm um “impacto decisivo na economia local e regional, estendendo os seus efeitos positivos a outros territórios”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, o momento simboliza um reencontro com a identidade local, e revelou que “é um dia histórico para Campo Maior porque voltou-se a ouvir as pandeiretas e a falar das Festas do Povo”, afirmou, sublinhando o orgulho e a responsabilidade que acompanham o regresso do evento. O autarca destacou ainda a singularidade das festas, agora reconhecida pela UNESCO, salientando que se trata de “uma questão cultural única”, construída de forma voluntária pela população e dificilmente comparável a outros fenómenos culturais no mundo.

O edíl explicou também que a autarquia passa a integrar formalmente a Associação das Festas do Povo, assegurando o fornecimento de materiais essenciais — como papel, arame e madeira — às mais de 100 ruas participantes, acrescentando ainda que “este período de interregno vivido reforçou a perceção coletiva da importância de um evento que define a identidade campomaiorense”.

Já o presidente da Associação das Festas do Povo de Campo Maior, João Manuel Nabeiro, apelou à união da comunidade e manifestou confiança no sucesso da edição de 2026. “Espero muito coração e muita união entre os campomaiorenses”, afirmou, garantindo que no dia 8 de agosto Campo Maior será “o jardim florido mais belo do mundo”. Segundo o responsável, a realização das festas resulta de uma clara vontade popular, sublinhando que “as festas se realizam em 2026 porque o povo assim o quis”.

Segundo o responsável, nesta edição irã “participar cerca de 100 ruas”, destacando ainda as ligações com outros territórios da Península Ibérica, com o objetivo de “internacionalizar ainda mais o evento”. O dirigente afirmou ainda que “a festa deverá ter um custo superior a 600 mil euros”.

Num momento de emoção, João Manuel Nabeiro evocou ainda a memória do seu pai, o comendador Rui Nabeiro, afirmando que o seu pai “pensava sempre nos outros” e que certamente se “sentiria orgulhoso ao ver a mobilização popular em torno das festas”.

As Festas do Povo de Campo Maior regressam, assim, como um símbolo de identidade, união e criatividade coletiva, reforçado agora pelo reconhecimento internacional e pelo apoio institucional, prometendo afirmar-se novamente como um dos maiores eventos culturais do país.

A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias:

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