São 50 anos de história que vão ser celebrados em maio. Este domingo já se cantou a plenos pulmões pelo jardim e ruas da vila para assinalar o tremendo percurso do Grupo de Cantadores de Redondo: meio século com o Cante na voz. Mas também com as Saias.
Entre os vários detalhes que diferenciam o grupo surge uma curiosidade pouco comum entre os cantadores alentejanos. Por aqui não se tira o chapéu da cabeça para saudar o público. Porque será?
Escutemos a explicação de David Grave, um dos representantes do Grupo: “é verdade que muitos grupos fazem isso, mas nós não temos esse hábito. É que antigamente só se levantava o chapéu ao patrão. E nós não levantamos o chapéu a patrão nenhum”, conta, admitindo tratar-se de um sinal de irreverência dado pelo grupo criado depois dos cravos terem saído à rua em abril de 1974.

Na origem da fundação do grupo estiveram grandes nomes da música portuguesa, como Vitorino ou Janita Salomé que vão merecer atenções especiais durante as comemorações. “Fizeram muito pelo Cante antes de ser classificado como património mundial. Não há apontamento nenhum do Vitorino que não tenha Cante em 50 aos de carreira”, insiste David Grave, que anuncia para dia 24 de maio uma atuação do grupo no palco exterior do Centro Cultural de Redondo.
Este domingo os cantadores de Redondo tiveram ao seu lado outros grupos da região. De Baleizão a São Braz do Regedouro, passando pelas cantadeiras da terra. “É fácil juntar toda esta gente, porque isto são partilhas de tradições e conhecimentos, cada um com as suas especificidades”, conclui o mesmo representante.










