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Capital Europeia da Cultura Évora 2027 com primeira empreitada a concurso de 2,5ME

A primeira empreitada no âmbito de Évora Capital Europeia da Cultura 2027, num investimento de 2,5 milhões de euros, está em concurso público e deverá ser consignada em agosto ou setembro, revelou hoje o Património Cultural.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Património Cultural – Instituto Público (IP), João Soalheiro, explicou este projeto diz respeito à renovação de toda a Ala Poente do Convento de São Bento de Cástris, na periferia de Évora.

Segundo o responsável, que falava à Lusa após uma sessão com a ministra da Cultura realizada hoje neste convento, sede da Associação Évora 2027, que gere a Capital Europeia da Cultura (CEC), o concurso público desta obra, no valor de 2,5 milhões de euros, foi publicado em Diário da República no dia 16.

Esta é, pois, “a primeira empreitada que será lançada no âmbito de Évora Capital Europeia da Cultura”, realçou João Soalheiro, afiançando que a consignação dos trabalhos está prevista para “a segunda quinzena de agosto, primeira quinzena de setembro”.

“É o que está previsto não, é o que vai acontecer”, enfatizou o responsável”.

Já antes, na intervenção na sessão sobre os programas artístico e de infraestruturas da CEC Évora 2027, presidida pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e com diversos convidados, o presidente do Património Cultural tinha destacado a importância do investimento neste convento.

“Aqui em São Bento de Cástris vai ser feito um investimento de 9,5 milhões de euros. Eu quero que Évora tenha consciência de que é, porventura, um dos mais consistentes e importantes investimentos de sempre neste monumento”, argumentou.

À Lusa, o responsável do Património Cultural revelou que a ideia passa por transformar este convento “numa casa de cultura, num abrigo de todos, onde todos se possam reconhecer e viver, experienciar a cultura”.

O projeto de requalificação de 2,5 milhões inclui “recuperação de espaços, conservação e restauro de património cultural mais densificado, como pintura e escultura”, indicou.

Quanto ao resto da verba para São Bento de Cástris, continuou, vai ser aplicada para “alocar a instalação da futura Orquestra Regional do Alentejo” ou destinada à “recomposição do centro arqueológico para os núcleos arqueológicos da região de Évora, da área do Alentejo Central”.

“Uma outra parte será para a requalificação de caminhos pedonais e de espaços envolventes exteriores da cerca pequena e da cerca grande do convento”, acrescentou, referindo ainda que outra parte “será alocada à intervenção na igreja monástica”.

João Soalheiro considerou que as intervenções de Évora Capital Europeia da Cultura são “importantes, difíceis, mas necessárias” e, o instituto público Património Cultural “tudo” fará para ajudar a concretizar os “sonhos” associados ao projeto.

No entanto, o presidente do instituto avisou a ministra e os restantes presentes na sessão de que existem “dificuldades pelo meio”, sendo que, no que toca ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), “a maior dificuldade neste momento no património cultural [é] compaginar o tempo com a qualidade da intervenção num edificado que é especial”.

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