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Carlos Zorrinho afirma que requalificação do Rossio de São Brás criará “uma nova centralidade” para Évora

O Palácio D. Manuel recebeu, esta terça-feira, 7 de julho, a cerimónia de assinatura do protocolo para a “Requalificação e Renaturalização do Rossio de São Brás | Laboratório Floresta Nómada” — Rossio II, um projeto estruturante para a cidade de Évora que reforça a aposta na adaptação às alterações climáticas, na valorização do espaço público e na construção do legado da Capital Europeia da Cultura Évora 2027.

A cerimónia contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, bem como de representantes das entidades parceiras envolvidas na concretização da intervenção.

Para o presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, este projeto representa “o grande compromisso da cidade de Évora com o restauro da natureza”, através da renaturalização do espaço urbano, da melhoria da qualidade de vida e do reforço do sombreamento, numa resposta concreta aos desafios colocados pelas alterações climáticas.

“O primeiro significado deste projeto é precisamente esse compromisso com a mitigação dos efeitos das alterações climáticas, mas significa também a requalificação de uma praça que cria uma nova centralidade para o nosso concelho e constitui uma prova muito importante do legado que queremos deixar com a Capital Europeia da Cultura”, afirmou.

O autarca destacou ainda o trabalho conjunto desenvolvido entre a Câmara Municipal de Évora, a Associação Évora 2027 e o Governo, sublinhando que esta colaboração tem permitido desbloquear projetos estruturantes para o território e referiu que “a ligação muito forte entre a Évora 2027, a Câmara Municipal de Évora e o Governo tem permitido concretizar projetos como este, que vão deixar um legado forte para a cidade, para a região e para o país”, salientando igualmente o contributo da CIMAC, dos municípios da região, das associações culturais e sociais e da comunidade.

Na sua visão para o futuro do Rossio de São Brás, Carlos Zorrinho considerou que este espaço assumirá um papel complementar ao da Praça do Giraldo e frisou que “se a Praça do Giraldo é o coração de Évora, o Rossio será o pulmão da cidade”, afirmou, explicando que a intervenção pretende criar “um novo respirar e uma nova centralidade” para a cidade.

Segundo o presidente da autarquia, a requalificação permitirá reafirmar o posicionamento de Évora enquanto capital europeia ao sul, dotando-a de um espaço público de grande dimensão que reforça a coesão territorial e aproxima o concelho dos restantes municípios da região.

“Queremos que o Rossio seja uma centralidade que dá coesão ao concelho e que abra Évora a todos os municípios que estão à volta, para trabalharmos juntos por um futuro melhor”, destacou.

Relativamente ao futuro da Floresta Nómada, Carlos Zorrinho esclareceu que o projeto está previsto manter-se no Rossio de São Brás, pelo menos, até 2029, garantindo, contudo, que o seu impacto se prolongará para além desse período. “Depois de 2029 manteremos o ciclo de produzir árvores e substituir árvores, vamos ter mais jardins, mais viveiros e o nosso plano de arborização prevê mais espaços verdes, este será um foco de onde vai irradiar uma cidade mais verde”, concluiu.

A intervenção no Rossio de São Brás integra a estratégia municipal de adaptação climática, renaturalização e valorização do espaço público, constituindo um dos projetos emblemáticos do legado que Évora pretende afirmar no âmbito da Capital Europeia da Cultura 2027.

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