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Carlos Zorrinho destaca o papel da Alentejana como promotora do território

A 43.ª edição da Volta ao Alentejo em Bicicleta foi apresentada na manhã desta terça-feira, 17 de março, no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal. A prova volta a percorrer várias localidades da região e terá como momento final a chegada da quinta e última etapa à Praça do Giraldo, no centro histórico da cidade de Évora.

Durante a apresentação, o presidente da Câmara Municipal de Évora e da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), Carlos Zorrinho, destacou a importância histórica e territorial da competição, sublinhando que o facto de a prova chegar à 43.ª edição demonstra o seu enraizamento no Alentejo.

Segundo o autarca, a “Alentejana”, como é conhecida no pelotão nacional, tornou-se ao longo das décadas uma referência do calendário desportivo e um instrumento de promoção da região, e afirmou que “o facto desta prova já ir para a 43.ª edição mostra que esta é uma iniciativa muito importante, que está enraizada na tradição, no calendário desportivo e também na divulgação do Alentejo através dos valores do desporto e da cooperação intermunicipal”.

Carlos Zorrinho salientou que a forte participação das comunidades intermunicipais é um dos pilares da organização da prova, reforçando que o desporto tem um papel agregador para pessoas e territórios. “O desporto une as pessoas e une os territórios, bem como propaga valores positivos para todas as faixas etárias e promove a cooperação e o desenvolvimento conjunto”, referiu.

Além da dimensão desportiva, o presidente da CIMAC destacou também o impacto mediático da prova, transmitida pela televisão, o que permite mostrar a paisagem, o património e a identidade do Alentejo a um público mais alargado.

A chegada da última etapa à Praça do Giraldo ganha este ano um significado especial. De acordo com Carlos Zorrinho, o momento coincide com duas datas simbólicas para a cidade.

Por um lado, assinala-se o 40.º aniversário da classificação do centro histórico de Évora como Património Mundial pela UNESCO, por outro, acontece na antecâmara de um momento marcante para o concelho: o ano em que Évora será Capital Europeia da Cultura 2027, e explicou que “este ano, como é tradicional, a chegada da última etapa em Évora, tem um simbolismo forte, porque celebra-se os 40 anos do centro histórico como Património da Humanidade e também porque ocorre no ano anterior a Évora ser Capital Europeia da Cultura”.

O autarca estabeleceu ainda uma ligação entre o espírito do ciclismo e o conceito de “vagar”, frequentemente associado ao modo de vida alentejano e designação atribuída ao Évora Capital Europeia da Cultura 2027. “O vagar tem muito a ver com o ciclismo porque é a capacidade de ter consciência do tempo, o desporto ajuda-nos a ter consciência do território, da paisagem, das pessoas e do tempo para sermos mais saudáveis e mais felizes”, afirmou.

Na sua perspetiva, a prática desportiva é também uma forma saudável de promover a região e reforçar a qualidade de vida, porque segundo o responsável, “o desporto é uma forma extraordinária de transmitir uma mensagem de vitalidade, renovação e qualidade que torna os territórios mais atrativos”.

Carlos Zorrinho garantiu que a CIMAC continuará a apoiar a Volta ao Alentejo, mas admitiu que é necessário refletir sobre o futuro da competição para aumentar o seu impacto. “Faz todo o sentido a CIMAC apoiar esta prova, sempre o fez e penso que vai continuar a fazer. Mas queremos fazer uma reflexão sobre como podemos levar ainda mais longe, em termos de impacto e divulgação, esta ‘Alentejana’”, explicou.

“Esta prova não perdeu força como a prova rainha do Alentejo, mas se não mudarmos e atualizarmos tenderá a acontecer, porque o objetivo é chegar a mais concelhos, chegar mais longe e também alcançar mais pessoas que acompanham a prova”, concluiu.

Para além da competição, a Volta ao Alentejo continua a assumir um papel importante na dinamização económica e turística da região. Ao longo do percurso, milhares de espectadores são esperados nas estradas, contribuindo para o ambiente festivo que caracteriza esta prova histórica do ciclismo português. Com condições meteorológicas geralmente favoráveis e estradas desafiantes, a edição deste ano promete ser uma das mais equilibradas dos últimos tempos, deixando em aberto a luta pela vitória final até à última etapa.

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