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Cartão roxo já foi mostrado na Liga. Mas para que serve esta nova regra no futebol?

O encontro entre Estoril e Estrela da Amadora ficou marcado pela estreia de um novo elemento no futebol português: o cartão roxo, destinado a sinalizar substituições motivadas por concussão (pancada violenta).

Durante o intervalo do jogo, Robinho, jogador do Estrela da Amadora, foi obrigado a deixar o relvado depois de ter sofrido um choque de cabeça com o colega Paulo Moreira. Embora tenha regressado inicialmente à partida, a equipa médica concluiu na reavaliação que não deveria continuar em campo.

De acordo com o artigo 4.º do Regulamento das Competições da Liga, nestas situações o delegado deve exibir o cartão roxo, permitindo à equipa realizar uma substituição extra que não conta para o limite habitual.

Assim, mantém-se a possibilidade de utilizar até cinco substituições dentro das três paragens previstas, acrescida desta exceção específica para casos de concussão.

O jogador em causa deve ser conduzido a uma unidade hospitalar ou à sala de primeiros socorros do estádio, consoante a gravidade da situação, não podendo regressar ao jogo.

A medida, que já era aplicada em escalões inferiores, foi alargada esta época à Primeira Liga com o objetivo de proteger a saúde dos atletas e garantir que nenhuma equipa fica em desvantagem numérica devido a lesões na cabeça.

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