O primeiro-ministro, Luís Montenegro, falou esta quinta-feira ao País após uma reunião com o Presidente da República, num contexto marcado pelos graves efeitos da depressão Leonardo, que continua a assolar Portugal com chuva intensa, vento forte e agitação marítima. Desde o início desta vaga de tempestades, doze pessoas perderam a vida, num cenário que o chefe do Governo classificou como uma “catástrofe sem precedentes”.
Luís Montenegro assegurou que o Governo “tem feito um esforço enorme para mobilizar todos os recursos disponíveis”, sublinhando que os riscos associados a esta situação “não devem ser desvalorizados”. Nesse sentido, apelou à população para que siga rigorosamente as recomendações das autoridades.
O primeiro-ministro anunciou que já se encontra disponível a plataforma de acesso aos apoios anteriormente divulgados e garantiu que o apoio financeiro de urgência às famílias chegará “o mais tardar até à próxima segunda-feira”.
O chefe do Executivo garantiu ainda que o Governo está a “esgotar todas as possibilidades” para responder às necessidades da população.
Foi igualmente anunciado o prolongamento da situação de calamidade até ao dia 15 de fevereiro, bem como a mobilização da ASAE, com o objetivo de fiscalizar o mercado e impedir aumentos desproporcionais dos preços dos materiais de construção. “Ninguém deve tirar partido da situação que enfrentamos”, afirmou.
Luís Montenegro referiu ainda que Portugal vive, desde o dia 28, uma crise devastadora, com um processo de recuperação que será “longo e exigente”. Reforçou o compromisso do Governo em acompanhar as populações afetadas, assegurando que “não vamos descansar enquanto não conseguirmos superar estas adversidades”.
“Estamos conscientes de que, com o tempo, o nível de exigência será cada vez maior, e compreendemos isso. Sabemos colocar-nos no lugar do outro”, concluiu o primeiro-ministro, deixando uma garantia final: “Não vamos deixar ninguém para trás.”

