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CCAM do Alentejo Central abre portas e aproxima estudantes da realidade do setor bancário (c/fotos)

A sede da CCAM do Alentejo Central, em Évora, recebeu na tarde desta terça-feira, 2 de junho, a iniciativa “Trabalhar num Banco não é só Trabalhar num Banco”, promovida pela Associação de Estudantes de Economia e Gestão da Universidade de Évora, com o apoio da CCAM do Alentejo Central. O evento reuniu cerca de três dezenas de participantes e procurou dar a conhecer aos estudantes as diversas oportunidades profissionais existentes no setor bancário, para além da tradicional vertente comercial.

A sessão contou com a presença de dirigentes da instituição bancária e de representantes da associação académica, proporcionando um momento de contacto direto entre os jovens universitários e profissionais do setor financeiro.

O presidente da CCAM do Alentejo Central, José Tirapicos Nunes, destacou o interesse da iniciativa, sublinhando que partiu dos próprios estudantes e afirmou que “estas iniciativas são muito importantes e interessantes porque estes alunos são os potenciais futuros colaboradores de instituições bancárias e de crédito”, acrescentando que “o mais relevante é que a iniciativa surgiu deles próprios porque quiseram perceber como funciona esta realidade”.

O responsável considerou particularmente importante a procura de conhecimento prático por parte dos estudantes, complementando a formação académica. Segundo José Tirapicos Nunes, o setor financeiro atravessa uma fase de profunda transformação, marcada pela evolução tecnológica, pela digitalização da banca, pelas criptomoedas e pela crescente presença da inteligência artificial.

“É uma área extremamente importante na vida das pessoas e está novamente numa fase efervescente, é positivo que os jovens se interessem por estas matérias e que a universidade tenha capacidade para refletir sobre a forma como estas inovações serão integradas na sociedade e nas organizações”, referiu.

Além das apresentações e momentos de debate, a iniciativa incluiu um quiz temático sobre banca e literacia financeira, com prémios atribuídos aos participantes com melhor desempenho, materializados na abertura de contas bancárias com montantes definidos de acordo com os resultados obtidos.

Durante a sua intervenção, José Tirapicos Nunes defendeu ainda a importância da proximidade humana no setor financeiro, considerando que, apesar dos avanços tecnológicos, “a arte de saber lidar com o dinheiro” continua a exigir competências relacionais que a inteligência artificial ainda não consegue substituir.

O dirigente aproveitou também para reforçar a importância da ligação entre instituições locais, destacando o papel da Universidade de Évora e do Crédito Agrícola no desenvolvimento regional e revelou que “há uma universidade local com uma visão universal e um banco local que conhece o território e as suas pessoas e esta ponte é extremamente importante”, sublinhando que “mais importante do que as instituições são as populações e a região que delas beneficiam”.

Por parte da Associação de Estudantes de Economia e Gestão da Universidade de Évora, o presidente Afonso Santos destacou o compromisso da estrutura associativa em promover o envolvimento dos jovens e criar oportunidades de contacto com o tecido empresarial e institucional da região e afirmou que “o objetivo é trazer os jovens para o associativismo e garantir a sua continuidade”, acrescentando que “tanto na Universidade de Évora como no Alentejo, o associativismo perdeu alguma força ao longo dos anos, muito por causa da saída de jovens para os grandes centros urbanos”.

Afonso Santos considera que a Universidade de Évora desempenha um papel determinante na fixação de estudantes na região. “Muitos alunos chegam com a ideia de seguir para Lisboa ou Porto, mas acabam por encontrar em Évora uma universidade de proximidade, com forte ligação à comunidade e isso faz com que se sintam acolhidos e queiram permanecer no Alentejo”, explicou.

“É muito importante que instituições como o Crédito Agrícola, a Fundação Eugénio de Almeida, o PACT ou outras entidades da região abram as suas portas aos estudantes porque isso permite-nos conhecer oportunidades, partilhar objetivos e imaginar um percurso profissional aqui”, afirmou.

A génese da iniciativa foi explicada por Bernardo Mira, membro da Mesa da Assembleia Geral da Associação de Estudantes de Economia e Gestão da Universidade de Évora. Segundo o estudante, o objetivo passou por desconstruir a visão tradicional sobre o trabalho na banca e salientou que “muitos estudantes têm a ideia de que trabalhar num banco significa apenas desempenhar funções comerciais ou lidar com questões relacionadas com contas bancárias”, reiterando que “o objetivo desta iniciativa era mostrar que existem muitas outras áreas, desde o planeamento estratégico ao apoio a instituições e empresas, que fazem parte da realidade do setor financeiro”.

Bernardo Mira sublinhou ainda que o principal propósito da associação é dar a conhecer as diferentes oportunidades profissionais existentes, tanto na região como fora dela. “Queremos abrir portas à nossa comunidade académica, mostrar o que existe à sua volta e ajudá-la a perceber que pode construir uma carreira no Alentejo ou noutras regiões do país”, concluiu.

A iniciativa contou com a participação de cerca de 28 estudantes, incluindo membros da associação académica, e constituiu mais um momento de aproximação entre a academia e o tecido económico regional, promovendo o conhecimento, a literacia financeira e a reflexão sobre o futuro profissional dos jovens alentejanos.

A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias:

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