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Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes “nasce” na Universidade de Évora

A Universidade de Évora passou a contar com um Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), uma estrutura destinada, numa primeira fase, a apoiar a comunidade estrangeira ligada à instituição de ensino superior.O novo serviço resulta de um protocolo de colaboração entre a Universidade de Évora e a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), assinado esta quarta-feira, e surge numa altura em que a presença internacional na universidade tem vindo a ganhar expressão.

Entre os cerca de 10 mil estudantes da instituição, perto de 650 são internacionais, sendo aproximadamente 600 provenientes de países de fora da União Europeia. A universidade conta ainda com investigadores, docentes e funcionários estrangeiros, representando dezenas de nacionalidades.

Para o reitor da Universidade de Évora, António Candeias, a criação deste espaço responde a uma necessidade cada vez mais evidente numa instituição com uma comunidade académica multicultural.

“É extremamente importante [e] fundamental que uma instituição como a Universidade de Évora (UÉvora), multicultural e que tem mais de 600 alunos internacionais, além de investigadores e docentes de mais de 80 países, possa acolher estas pessoas para que se possam integrar de uma forma plena” na academia e na cidade, destacou o reitor, António Candeias.

O responsável explicou ainda a dimensão da comunidade internacional existente atualmente na universidade, salientando que a maioria dos estudantes estrangeiros é proveniente de fora da União Europeia.A crescente presença de estrangeiros na instituição é, segundo António Candeias, uma das razões que justificam a criação de uma resposta específica de apoio.

“Depois, temos muitos investigadores estrangeiros, alguns docentes também estrangeiros, funcionários estrangeiros e, por isso, cada vez mais se justifica podermos dar este serviço e este apoio a esta comunidade, que é cada vez maior e mais presente”, afiançou.

O CLAIM deverá, numa primeira fase, concentrar a sua atividade na comunidade educativa estrangeira da Universidade de Évora. No entanto, a universidade pretende que o projeto possa ganhar uma dimensão mais abrangente e chegar também aos migrantes que vivem na cidade e na região.

“O objetivo é, também com a autarquia e com outras entidades, designadamente a Santa Casa da Misericórdia, podermos alargar o apoio que damos também à comunidade migrante que se encontra em Évora e, obviamente, na região”, indicou António Candeias.

Na cerimónia de assinatura do protocolo esteve também o presidente da AIMA, Pedro Portugal Gaspar, que destacou o papel que o novo CLAIM poderá desempenhar no acompanhamento da comunidade estrangeira ligada à Universidade de Évora.

“o principal” deste gabinete do CLAIM na universidade alentejana vai ser “o apoio à regularização e à dinâmica documental dos estudantes, mas também dos docentes estrangeiros”.

Apesar de os estudantes constituírem a maioria dos potenciais utilizadores do serviço, o presidente da AIMA considera que estes centros podem assumir uma função mais ampla, nomeadamente na atração de investigadores e professores estrangeiros para as instituições de ensino superior portuguesas.

Os alunos vão ter “um grande peso”, até porque são mais, mas “é importante não perder de vista que estes CLAIM poderão contribuir para a atração de talento a nível universitário”, no que respeita a investigadores e docentes, lembrou.

Pedro Portugal Gaspar considera igualmente que a presença destes centros nas universidades poderá facilitar a chegada de profissionais e estudantes para diferentes modalidades de formação e docência.

O CLAIM nas universidades, como é o caso do de Évora, pode contribuir para “atrair professores de curta duração, para mestrados de curta duração, cursos de especialização ou mesmo cadeiras de ano letivo”.

O responsável da AIMA apontou ainda para a possibilidade de Portugal beneficiar da mobilidade de académicos provenientes de países onde existam atualmente maiores dificuldades ou instabilidade no contexto universitário.

“Em alguns países, há alguma oscilação também da tranquilidade universitária e pode ser uma oportunidade, naturalmente, para o desenvolvimento do país e, aí, estes CLAIM poderão dar um contributo significativo, ao agilizar também estes processos na componente da docência universitária”, vincou.

O novo CLAIM da Universidade de Évora começa assim por responder às necessidades da comunidade académica estrangeira, mas poderá, no futuro, transformar-se numa estrutura de apoio mais abrangente, através da articulação com a autarquia e outras instituições locais e regionais.

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