A chuva persistente que se tem feito sentir nos últimos dias está a contribuir de forma significativa para o aumento dos níveis de armazenamento nas barragens do Alentejo, com especial destaque para o Alqueva, o maior lago artificial da Europa.
Segundo os dados mais recentes, disponibilizados pela EDIA, a albufeira do Alqueva apresenta atualmente um volume de água de 3.886,31 hectómetros cúbicos (hm³), aproximando-se rapidamente da sua capacidade total, fixada nos 4.150 milhões de metros cúbicos. Na manhã desta terça-feira, a barragem encontrava-se à cota de 151,20 metros, ficando a apenas 80 centímetros de atingir o nível máximo de armazenamento, situado à cota de 152 metros.
Em apenas dois dias, o Alqueva recebeu cerca de 50 milhões de metros cúbicos de água, reflexo direto da precipitação intensa registada na região. Estes valores reforçam a importância estratégica da barragem para o abastecimento de água, regadio e produção de energia.
Recorde-se que a albufeira do Alqueva atingiu pela primeira vez a sua capacidade máxima a 12 de janeiro de 2010, situação que se repetiu em março do mesmo ano. Nessa altura, foi necessário libertar água para o leito do rio Guadiana através das comportas secundárias. Em 2013, a barragem voltou a encher pela terceira vez, tendo sido então abertas as comportas de superfície, originando as maiores descargas de água alguma vez registadas.
A última vez que o Alqueva esteve completamente cheio aconteceu há 11 anos. Na ocasião, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) optou por não realizar descargas diretas para o rio Guadiana, canalizando a água excedente para a central hidroelétrica. A evolução dos níveis da albufeira continua a ser acompanhada de perto pelas entidades responsáveis, num contexto em que a gestão eficiente dos recursos hídricos assume uma relevância crescente.
Foto: Arquivo

