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Como o aumento do preço da autoestrada em 35 cêntimos pode prejudicar o turismo no Alentejo

O alerta parte do presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo perante uma medida que adjetiva de “desigual” entre as regiões. Enquanto em sete ex-Scut se deixou de cobrar taxas de portagens, por decisão da Assembleia da República, na autoestrada entre a Marateca e o Caia, a única que atravessa o Alentejo, regista-se um aumento de 35 cêntimos.

A medida entrou em vigor dia 1 de janeiro, traduzindo um custo acrescido em torno das “viagens turísticas a partir da Área Metropolitana de Lisboa”, considera José Santos, recordando que reside aqui o “mercado emissor mais importante do Alentejo”.

Declarações do presidente da Entidade Regional de Turismo, José Santos, para ouvir aqui

“São medidas e decisões contraditórias e desiguais que enquanto principal responsável pelo turismo do Alentejo devo criticar”, sublinha o dirigente, relembrando que tem apelado aos autarcas da região – citando o caso da Câmara de Évora – “à cautela e ponderação quando se pensa em criar medidas e taxas que vão onerar ainda mais as deslocações e férias dos turistas, nomeadamente dos portugueses”.

Justifica o dirigente que o português é, precisamente, o cliente que “revela maior sensibilidade ao fator preço nas suas tomadas de decisão quanto ao destino a escolher”.

Ainda assim, o dirigente refere que o fim das taxas na A4 (Transmontana e Túnel do Marão), A13 e A13- 1 ( concessionária Pinhal Interior), A22 (Algarve), A23 (Beira Interior), A24 (Interior Norte), A25 (Beiras Litoral e Alta) e A28 (Minho) traduzem “um bom estímulo e incentivo ao turismo no Interior do país”.

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